Uma guerra nuclear e os efeitos dela são uma grande ameaça para a humanidade e têm seu espaço no imaginário popular. Filmes e livros já retrataram como seria esse possível cenário. Mas uma pergunta gera curiosidade. Alguém sobreviveria a um grande ataque nuclear? E qual é o ser vivo mais resistente que existe?

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Baratas? Resposta errada

  • Um estudo publicado na revista Science respondeu esse questionamento.
  • E não são as baratas, apesar do mito de que elas supostamente seriam as únicas salvas em caso de um guerra nuclear.
  • Essa pesquisa confirma que, mesmo se escondendo em galerias subterrâneas, elas sofreriam os efeitos da radiação a partir do momento em que voltassem para a superfície contaminada.

Qual o ser vivo mais resistente?

  • Segundo o estudo, o ser vivo mais resistente a bactéria Deinococcus radiodurans.
  • Ela é capaz de aguentar até 1,5 milhão de rads, doses de radiação absorvida.
  • Isso significa que a bactéria é três mil vezes mais resistente à radiação do que os seres humanos.
  • Os pesquisadores têm a explicação para isso: uma espécie de anel que protege o DNA.
  • Enquanto outros seres conseguem recuperar até cinco quebras de DNA, a Deinococcus repara mais de duzentas.
  • A bactéria ainda é capaz de sobreviver à desidratação e a altas temperaturas, o que lhe garante a fama de “super-resistente”.
Bactéria Deinococcus radiodurans é o ser vivo mais resistente do mundo (Imagem: Micropia – Science museum Amsterdam)

E em relação aos animais? Qual o mais resistente?

  • A resposta é o tardígrado, um minúsculo invertebrado de aparência estranha.
  • Com menos de um milímetro e meio de comprimento, esses organismos permanecem imóveis quando desidratados e, assim, podem sobreviver a longos períodos de seca.
  • Eles voltam à ativa quando o ambiente é mais propício para isso.
Animal mais resistente do mundo é o tardígrado (Imagem: 3Dstock/Shutterstock)
  • Durante esse período de “inatividade”, o açúcar faz o papel da água, em um processo conhecido como anidrobiose.
  • Essa característica levou pesquisadores a submeterem os tardígrados a uma prova extrema: sobreviver no espaço.
  • Em 2007, uma equipe liderada pelo cientista Ingemar Jönsson, da Universidade de Kristianstad, na Suécia, colocou esses invertebrados para viajar em uma cápsula da Agência Espacial Europeia.
  • Os animais foram deixados em órbita e sob níveis de radiação ultravioleta mil vezes maiores que os da Terra.
  • Os resultados surpreenderam os pesquisadores: três tardígrados sobreviveram, apesar de terem perdido a capacidade de se reproduzir.
  • Além disso, esses animais podem sobreviver sendo congelados a -272°C e até mesmo sendo explodidos com 500 vezes a dose de raios-X que mataria um humano.

Com informações de UOL.

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