O Leqembi, medicamento desenvolvido para atuar contra o Alzheimer nos estágios iniciais da doença, desacelerando o declínio cognitivo em pacientes, foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) – agência que regula questões do Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Segundo o Jornal da USP, a droga foi testada em 1.795 pacientes com comprometimento cognitivo leve ou em estágio de demência leve e com presença de patologia beta-amiloide. Além do Leqembi, o Donanemab também foi aprovado recentemente pela FDA e é focado em retardar o avanço da doença.

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Leqembi contra o Alzheimer

  • De acordo com Tânia Ferraz Alves, psiquiatra e vice-diretora do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP), esse medicamento utiliza o método anticorpo monoclonal;
  • Até então, todos os remédios para a mesma finalidade eram anticolinesterásicos, tendo como objetivo desacelerar a progressão da doença;
  • “Os anticorpos monoclonais são de grupo de medicamentos diferentes. Eles agem já na patologia, fazendo retirada da placa amiloide”, afirma Alves.

Dessa forma, o Leqembi e os estudos da substância apontaram que os pacientes que ingeriram a medicação com relação a placebos tiveram quase 30% de redução da progressão do Alzheimer na parte cognitiva.

Tânia também destaca que, por mais que o diagnóstico de Alzheimer ainda dependa do declínio cognitivo do paciente, quanto antes a doença for diagnosticada, mais tranquilo é o tratamento. “Assim, as pessoas que apresentam declínio leve, mas que apresentam esses biomarcadores antes de perder sua funcionalidade, já sabem que existe quadro de comprometimento cognitivo devido ao Alzheimer”, diz a especialista.

Chegará ao Brasil?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou o uso da medicação no Brasil, mas o tratamento com anticolinesterásicos contra o Alzheimer pode ser acessado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que permite tratamento de quadros instalados com segurança.

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