Muitos investidores foram pegos de surpresa com o anúncio da Nvidia de recompra de suas ações no valor de US$ 25 bilhões, mais de R$ 121 bilhões. Esse é o quinto maior movimento do tipo entre todas as empresas listadas na bolsa dos Estados Unidos neste ano, mas acontece em um momento diferente do comum.

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Qual o motivo da decisão?

  • As ações da Nvidia atingiram um valor recorde nesta quinta-feira (24), após valorização de mais de 6%.
  • O resultado foi impulsionado pelo aumento da previsão de receita trimestral da empresa, com o crescimento da demanda por chips e o boom de inteligência artificial.
  • Mesmo assim, a fabricante de semicondutores anunciou que está recomprando algumas ações.
  • O movimento é comum na bolsa de valores e acontece como forma de devolver capital aos acionistas.
  • Essas recompras podem beneficiar o preço de uma ação, reduzindo a oferta e aumentando a demanda, aumentando assim o lucro por ação.
  • Mas é raro que decisões do tipo sejam tomadas em momentos de disparadas.
  • Os papéis da Nvidia, por exemplo, já subiram mais de 200% em 2023, segundo informações da Reuters.
  • “Como acionista, gostamos de ver recompras de ações, mas para uma empresa como a Nvidia, que está crescendo tão rápido, você meio que quer ver seus lucros sendo revertidos para a empresa”, destacou King Lip, estrategista-chefe da Baker Avenue Wealth Management.
  • Para Daniel Morgan, gerente sênior de portfólio da Synovus Trust, “a mensagem parece ser que a administração (da Nvidia) acredita que suas ações estão subvalorizadas”.
  • Tom Plumb, CEO e principal gestor de portfólio da Plumb Funds, tem uma teoria.
  • “Eles estão gerando quantidades incríveis de caixa, mais do que precisam para sua estratégia de investimento atual, e estão proibidos de comprar negócios complementares significativos. Então, o que eles vão fazer com seu dinheiro?”, argumentou.

Recompra de ações da Nvidia

  • A Nvidia gastou cerca de 27% da receita em pesquisa e desenvolvimento no ano passado.
  • Na divulgação dos resultados do segundo trimestre da empresa, nesta quarta-feira (23), a fabricante de chips disse que seu conselho aprovou US$ 25 bilhões em recompras adicionais de ações “sem vencimento” e que a empresa planeja continuar as recompras neste ano fiscal.
  • Apesar do impressionante valor, a recompra representa apenas 2,1% do valor de mercado da empresa, que é de quase US$ 1,2 trilhão, quase R$ 6 trilhões.
  • As empresas de tecnologia tendem a preferir usar dinheiro para recompras em vez de pagar dividendos.
  • Para Francisco Bido, gestor sênior de portfólio do fundo focado em big cap da F/M Investments, essa “é uma demonstração de confiança. Se eles tivessem melhor uso (do dinheiro), tenho certeza de que teriam feito isso”.

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