Nossas casas são mais radioativas do que imaginamos

Aparelhos domésticos, o solo e até alguns alimentos que consumimos são os responsáveis pela radiação a que somos expostos diariamente
Placa de radiação em Pripyat (Chernobil). Foto: Vladyslav Cherkasenko/Unsplash
Placa de radiação em Pripyat (Chernobil). Foto: Vladyslav Cherkasenko/Unsplash

Que a exposição a altos níveis de radiação provoca graves problemas à saúde quase todo mundo sabe. Mas você sabia que a radioatividade está presente em todos os lugares, inclusive na sua casa? São diversas fontes de radiação que fazem parte do nosso cotidiano. E algumas vêm de lugares bastante inusitados.

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Exposição recomendada

  • Antes de mais nada, não estamos falando aqui da radiação que pode danificar o DNA e causar câncer.
  • Ou a que, em doses altíssimas, pode provocar queimaduras fatais e envenenamento radioativo.
  • Segundo recomendação de organizações internacionais, o corpo humano pode suportar, sem problemas à saúde, até 1mSv por ano.
  • As informações são da Science Focus.
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Alerta de radiação (Imagem: Andreas Wolochow/Shutterstock)

De onde vem a radiação da sua casa?

Antigamente, as televisões de tubo, que funcionavam via raios catódicos, eram uma fonte baixa de radiação de raios-X. Mas hoje os aparelhos utilizam a tecnologia de tela plana, sem radiação. Por isso, a radioatividade acaba ficando quase que totalmente restrita aos alimentos que consumimos.

A banana, por exemplo, contém isótopos de potássio-40, que é radioativo, suficientes para trazer ao corpo humano 0,0001 millisieverts (mSv), muito abaixo do limite recomendado.

Já as castanhas-do-Pará são cerca de cinco vezes mais radioativas, já que as raízes das castanheiras são tão profundas que acabam concentrando o rádio (o elemento químico) radioativo do solo. Mesmo assim elas não irão causar problemas à saúde.

Outro produto radioativo é o cigarro. Isso porque os fertilizantes utilizados na planta do tabaco possuem rádio radioativo, além de chumbo e polônio, deixando um único cigarro tão radioativo quanto sete bananas. Ainda assim é pouco, mas não podemos esquecer dos outros malefícios provocados pelo tabagismo.

Detectores de fumaça, por sua vez, trazem o isótopo de amerício-241. O elemento químico emite radiação pelo decaimento alfa, ou emissão alfa, que pode ser bloqueado com até mesmo uma folha de papel, evitando que saia da própria tampa do aparelho.

Alguns pratos e copos de cerâmica fabricados entre 1930 e 1970 eram esmaltados com óxido de urânio, o que tornava o consumo de alimentos nesses recipientes um pouco radioativo, o equivalente a comer uma banana por hora.

Os porões de casas costumam ser mais radioativos por estarem no subterrâneo, onde há mais minerais e elementos radiativos em potencial, mas morar em altitudes elevadas também pode expor a casa a maior radiação, já que há menos atmosfera entre você e os raios cósmicos que bombardeiam o planeta constantemente.

Se você se enquadrou em todos os quesitos acima, não se preocupe. A união de todos os produtos citados ainda fica abaixo do limite permitido de radiação no corpo humano.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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