Com o objetivo de estudar a fundo os neutrinos, também conhecidos como “partículas fantasmas”, a China está construindo o maior telescópio subaquático do mundo. Previsto para ser finalizado em 2030, o equipamento ficará ancorado nas profundezas do oceano e vai representar uma verdadeira revolução científica.

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O sino do oceano

  • O Telescópio Tropical de Neutrinos de Profundidade, também chamado Hai-Ling ou Ocean Bell (sino do oceano, em português), ficará ancorado a 3.500 metros de profundidade no Oceano Pacífico.
  • Segundo o governo chinês, ele examinará flashes raros de luz provocados pelos neutrinos, partículas subatômicas que não podem ser visto a olho nu.
  • A cada segundo, bilhões dessas “partículas fantasmas” atravessam cada centímetro do nosso corpo.
  • O objetivo dos cientistas chineses é, ao desacelerar os neutrinos, conseguir rastrear as origens dessas partículas.
  • As informações são da Live Science.
Detector de neutrinos construído pela China (Imagem: Shanghai Jiao Tong University)

Uma revolução na detecção de neutrinos

Os neutrinos foram descobertas pela primeira vez em 1956, e muitos experimentos identificaram que o Sol promove um bombardeio constante de neutrinos para a Terra. Eles estão por toda parte e só perdem para os fótons como as partículas subatômicas mais abundantes do universo.

Apesar de sua grande presença na Terra, suas interações mínimas com outras matérias tornam essas partículas incrivelmente difíceis de detectar. Mas os neutrinos, em alguns casos, interagem com moléculas de água, criando flashes de luz.

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O que os cientistas querem fazer é estudar esses padrões para entender mais sobre os neutrinos. E é por isso que o telescópio precisa estar em um local de grande profundidade.

No total, o equipamento contará com mais de 24 mil sensores ópticos espalhados por 1.211 cordas, cada uma com 700 metros de comprimento. Quando estiver pronto, ele fará a varredura de neutrinos em 7,5 quilômetros cúbicos.

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O maior detector de neutrinos do mundo, o IceCube, localizado na Estação Polo Sul de Amundsen-Scott, na Antártica, consegue cobrir uma área de apenas 1 quilômetro cúbico.

Os primeiros testes com a nova tecnologia devem começar em 2026, mas o telescópio só deve entrar em operação total em 2030.