As missões espaciais de aterrissar em asteroides não estão sendo fáceis de cumprir. Um dos desafios está em calcular a trajetória de pouso eficiente. Isso porque a gravidade desses corpos, por menor que seja, costuma ser bem variável.

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Harbin, na China, podem ter uma solução para questão. A técnica que usa inteligência artificial para prever e compreender a gravidade dos asteroides ainda é só uma teoria, mas pode apoiar os avanços de tecnologias para aterrissagens seguras.

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O estudo foi publicada pela Science Direct e divulgada pela Phys.org.

Pouso suave e forçado: qual a diferença?

O que os especialistas da área almejam é conseguir realizar pousos mais suaves nos asteroides. Atualmente, o que mais acontece são as aterrissagens forçadas. Nesses casos, a espaçonave desce até a rocha espacial com uma força muito grande, que pode causar danos tanto ao módulo de pouso quanto ao asteroide.

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Esse tipo de situação ocorre porque a gravidade dos asteroides varia de acordo com características físicas, como forma, densidade ou composição material, além da sua velocidade de rotação. Todos esses dados precisam ser considerado para conseguir calcular uma trajetória de pouso suave — que faça a espaçonave descer lentamente até a superfície sem causar um grande impacto. Mas, até agora, nenhum algoritmo fez isso com eficácia.

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Novo método

Os métodos usados para compreender a gravidade de asteroides anteriores ao criado pelos pesquisadores enfrentam desafios, como o alto consumo de energia e tempo. Além de ter dificuldades em modelar campos gravitacionais próximos da superfície, alguns precisam coletar informações da massa do asteroide previamente para calcular uma trajetória com precisão.

Para solucionar essa questão, foi proposto uma técnica que usa a inteligência artificial para criar uma representação precisa do campo gravitacional do objeto astronômico, com base em dados coletados de outras missões de exploração. Assim, é possível prever a influência da gravidade sobre a espaçonave ​​em um novo asteroide. Isso tudo só com poder computacional da própria sonda.

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A técnica ainda não foi testada, mas já demonstra ser um passo para desenvolver a tecnologia e métodos que tornem as missões em asteroides menos complicadas.