As vendas de veículos elétricos podem passar por um momento difícil e isso tem gerado preocupação entre diferentes fabricantes, como a TeslaVolkswagen e Mercedes-Benz. Segundo ao Reuters, a alta de 47% na Europa nos primeiros nove meses de 2023 não animou as montadoras. O motivo? A tendência é que esse cenário não se mantenha a longo prazo.

Clientes perdendo interesse em carros elétricos?

  • O fator economia é um dos que mais pesam na decisão dos clientes em comprar um carro elétrico.
  • Na Grã-Bretanha, por exemplo, veículos elétricos são 33% mais caros que os movidos a combustíveis fósseis.
  • Além disso, os consumidores não estão convencidos de que um EV pode ser uma boa opção em segurança, autonomia e preço.
  • A expectativa de que os modelos futuros serão mais avançados pode estar influenciando as decisões de compra de também.
  • A Reuters usou como exemplo um casal de Edimburgo, na Escócia. Os dois desejam trocar de carro, mas destacam a falta de infraestrutura para carregamento como um fator desencorajador.
  • Flavia Garcia, de 29 anos, contou ao portal que “você quer fazer a coisa certa para o meio ambiente, mas parece que está se preparando para um investimento muito caro que tornará sua vida um pouco mais complicada”.
  • Em resumo, fatores financeiros, econômicos e tecnológicos estão fazendo com que mais pessoas percam interesse. Ainda mais considerado que EVs com um preços mais acessíveis só estarão disponíveis no mercado a partir de 2025.

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Baixas expectativas

O desempenho mais fraco em setembro, o sentimento do consumidor e comentários desanimados de fabricantes estão apontando para uma era de baixo crescimento nas vendas de veículos elétricos. Montadoras dos EUA, mesmo as mais atrasadas na transição para EVs, também estão sentindo o impacto, adiando lançamentos e reduzindo gastos devido à procura mais fraca e custos mais altos.

Uma pequisa na Alemanha, feita pela The Langston Co, revelou que a intenção de comprar um carro elétrico permaneceu constante no último ano, indicando que, embora as vendas estejas aumentando, o desejo de compra não está acompanhando o ritmo. E ainda há uma preocupação com o chamado de “vale da morte” entre 2024 e 2027.

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Segundo Philip Nothard, diretor de insights da empresa de serviços de concessionária Cox Automotive, os baixos valores residuais também afastam os compradores, já que as empresas e muitos consumidores escolhem carros novos com base no que podem vendê-los nos próximos anos.

“Chamamos de o vale da morte, que iremos atravessar entre 2024 e 2027: baixos valores residuais, elevada oferta e baixa procura”, disse Nothard.