Pesquisadores da Cornell University, nos Estados Unidos, desenvolveram um robô que tem a capacidade de retirar microplásticos das superfícies de oceanos, mares e lagos. O design dele é inspirado no caramujo Aruá (Pomacea canaliculate), que através de movimentos ondulantes na água consegue sugar partículas de alimentos flutuantes.

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Os resíduos plásticos representam 80% de toda a poluição marinha. De acordo com um levantamento do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, são de 8 a 10 milhões de toneladas despejadas nos oceanos a cada ano.

Atualmente, os dispositivos de coleta de plástico dependem principalmente de redes de arrasto ou correias transportadoras. No entanto, esses sistemas não conseguem recolher os pequenos pedaços de microplásticos, que podem acabar sendo ingeridos por animais marinhos e até seres humanos, causando graves problemas à saúde.

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Fomos inspirados por como esse caramujo coleta partículas de alimentos na interface [água e ar] para projetar um dispositivo que poderia coletar microplásticos no oceano ou na superfície de um corpo d’água.

Sunghwan “Sunny” Jung, professor da Cornell University

O protótipo ainda precisa ser ampliado para ser testado em um cenário real. Os pesquisadores usaram uma impressora 3D para desenvolver uma folha flexível que pudesse reproduzir o movimento gerado pelo caramujo. A partir disso, foi possível criar o robô.

Segundo os responsáveis pelo estudo, o protótipo funciona com apenas 5 volts de eletricidade e é capaz de sugar efetivamente a água e os materiais presentes nela. Devido ao peso de uma bateria e o motor, os pesquisadores precisaram conectar um dispositivo de flutuação para evitar que o robô afundasse.

As informações são da Tech Xplore.

Veja a tecnologia em funcionamento:

Crédito: YouTube/Cornell University

O que são microplásticos?

  • Os microplásticos são pequenas partículas sólidas de materiais baseados em polímero com menos de cinco milímetros de diâmetro.
  • Além de levar milhares, ou até milhões de anos para se decompor, elas estão espalhadas por todo o planeta, inclusive na própria água potável.
  • Essas substâncias podem ser divididas em duas categorias: primárias e secundárias.
  • Os primários são projetados para uso comercial: são produtos como cosméticos, microfibras de tecidos e redes de pesca.
  • Já os secundários resultam da quebra de itens plásticos maiores, como canudos e garrafas de água.