O Google realizou, na noite de quarta-feira (10), centenas de cortes nas equipes de engenharia e produtos, afetando funcionários do Google Assistente, e de hardware, responsável pelo Pixel, Nest e Fitbit. De acordo com o The New York Times, as demissões visam reduzir despesas, além de realinhar o novo negócio principal da big tech: a inteligência artificial (IA). 

O que você precisa saber: 

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  • Centenas de funcionários receberam um aviso de corte explicando que suas funções foram eliminadas, perdendo automaticamente o acesso corporativo; 
  • Além dos funcionários da equipe do Google Assistente e da divisão que fabrica o telefone Pixel, os relógios Fitbit e o termostato Nest, pessoas na equipe de realidade aumentada (AR) também foram demitidas; 
  • O Google comprou a Fitbit, empresa de monitoramento de saúde e condicionamento físico, por US$ 2,1 bilhões em 2021, mas continuou a lançar novas versões de seu Pixel Watch, que compete com alguns dispositivos Fitbit e com o Apple Watch;
  • O Google confirmou as demissões ao NYT; 
  • O número exato de cortes, no entanto, não foi divulgado. 

Leia mais! 

Estamos investindo de forma responsável nas maiores prioridades da nossa empresa e nas oportunidades significativas que temos pela frente. Algumas equipes continuam a fazer esse tipo de mudanças organizacionais, que incluem algumas eliminações de funções em todo o mundo. 

Google em comunicado. 

Os cortes dão continuidade a uma tendência de demissões no setor de tecnologia, na qual diversas empresas vêm demitindo milhares de trabalhadores desde 2022, com maior declínio no ano passado. 

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O Google, no entanto, não foi o único a dar a largada na onda de demissões em massa nos 10 primeiros dias de 2024. A Amazon cortou ao menos 500 funcionários de seu serviço de streaming Twitch na quarta-feira (10). Colaboradores do Prime Video e estúdios MGM também foram afetados. 

Além deles, a Unity, desenvolvedora de software de jogos, também realizou uma eliminação significativa de funções, mandando para casa 1.800 funcionários

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O Sindicato dos Trabalhadores da Alphabet, um grupo que representa mais de 1.400 trabalhadores da empresa-mãe do Google, a Alphabet, descreveu as demissões como “desnecessárias”. 

Nossos membros e colegas de equipe trabalham duro todos os dias para criar ótimos produtos para nossos usuários, e a empresa não pode continuar a demitir nossos colegas de trabalho enquanto ganha bilhões a cada trimestre. 

O Google vem enxugando seus gastos desde 2022, sendo ele, Meta e Amazon três das big techs que mais demitiram em 2023. Em janeiro do ano passado, por exemplo, a companhia cortou 6% de sua força de trabalho, o equivalente a 12 mil pessoas — o corte em massa foi um dos maiores que a empresa já fez.