No cenário do entretenimento digital, seja nos games ou nos filmes, é comum depararmos com termos como remake, remaster e reboot. Apesar de similares até mesmo nos nomes, eles possuem características bem diferentes e intuitos diversos. Vamos agora entender o que significa cada uma dessas expressões e quais são suas diferenças

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Remake: Redefinindo a experiência

O remake é uma forma de expressão artística que vai além da simples atualização visual. Quando uma obra é passa por um remake, cada aspecto é reimaginado e reconstruído do zero. Isso inclui gráficos, trilha sonora, mecânicas de jogo e, por vezes, até mesmo alterações na narrativa. O objetivo é proporcionar uma experiência totalmente nova, mesmo que os elementos fundamentais da obra original sejam preservados.

Um exemplo notável é o remake de Final Fantasy VII, que não apenas modernizou os visuais, mas também expandiu e reestruturou a narrativa para atrair tanto os fãs antigos quanto uma nova geração de jogadores. Os recentes remakes da saga Resident Evil também são amplamente elogiados na atualidade como um bom exemplo de como se atualizar uma obra.

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Cloud no remake de FFVII

Ainda que mais raro, alguns filmes também passaram por remakes, como King Kong de 1963, que em 2005 recebeu uma nova filmagem, ou ainda, o clássico Onze Homens e um Segredo, originalmente lançado em 1960 e tendo recebido um remake em 2001.

Remaster: Polimento e aprimoramento

Ao contrário do remake, o remaster foca em aprimorar a qualidade técnica da obra original sem realizar mudanças substanciais em sua essência. Geralmente, a resolução gráfica é melhorada, as trilhas sonoras são remasterizadas e, em alguns casos, são feitas otimizações para se adequar a hardware mais recente. No entanto, a trama, personagens e jogabilidade permanecem, em grande parte, inalterados.

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Um exemplo notável é o remaster de The Elder Scrolls V: Skyrim, que trouxe gráficos mais nítidos e melhorias visuais, mantendo a experiência de jogo original, assim como GTA V, que recebeu mais de um remaster.

GTA 5
GTA 5 (Imagem: Divulgação)

Essa prática de remasterizações também é comum na indústria da música, onde muitas vezes uma música ou até mesmo um álbum inteiro de um artista, geralmente lançado a décadas atrás, acaba recebendo um remake, com uma qualidade de som melhor.

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Reboot: Reinicializando a narrativa

Quando se trata de reboot, estamos falando de uma reinicialização mais profunda, mais do que nunca remake ou remaster. Nesse caso, a narrativa da obra é reescrita ou reinterpretada, muitas vezes mantendo alguns elementos-chave, mas proporcionando uma abordagem completamente nova. Isso pode envolver uma mudança na tonalidade da história, na caracterização dos personagens ou mesmo na ambientação. O objetivo é revitalizar a franquia para um público contemporâneo.

Um exemplo marcante de reboot são os filmes do Homem-Aranha nos cinemas, que receberam 2 reboots, recontando a história do cabeça de teia, ainda que mantendo elementos essenciais do personagem e de sua história como um todo.

No jogos, a clássica franquia de Lara Croft, Tomb Raider, passou por um reboot após uma série de jogos. Após o reboot, Lara se tornou uma personagem mais humana, com falhas e todas as fragilidades de uma pessoa comum, mas manteve todo seu espírito e a linha de histórias características da personagem.

Cada um desses termos representa uma abordagem única para reimaginar e reintroduzir obras ao público. O remake redefine a experiência, o remaster aprimora os elementos técnicos enquanto preserva a essência, e o reboot reinicia a narrativa, oferecendo uma visão fresca e atualizada.

Seja para revitalizar uma franquia, para dar um novo olhar a algo que já está saturado ou apenas melhorar algo que não precisa ser mudado, esses 3 formatos de produção estão mais em alta do que nunca na atualidade.