O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou aos funcionários na quarta-feira (17) que ainda haverá mais cortes na empresa no decorrer do ano. Segundo informações do The Verge, a big tech disparou um memorando interno afirmando que, “para ser sincero, algumas equipes continuarão tomando decisões de alocação de recursos ao longo do ano, e algumas funções [ainda] serão afetadas”. 

O que você precisa saber: 

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  • O Google começou 2024 demitindo centenas de funcionários das equipes de produtos, hardware, engenharia e, mais recentemente, vendas de publicidade — colaboradores das equipes de vendas e publicidade do Google Brasil também foram notificados
  • as novas demissões visam reduzir despesas, além de realinhar o novo negócio principal da big tech: a inteligência artificial (IA);   
  • No que diz respeito aos futuros cortes, Pichai disse que serão concentrados na “remoção de camadas para simplificar a execução e aumentar a velocidade em algumas áreas”; 
  • O chefe da big tech pontuou, no entanto, que as demissões em massa não fazem parte da leva de 2023, quando a empresa anunciou em janeiro o corte de 12 mil funcionários; 
  • Ele disse também que nem todos os setores serão afetados — números são relativos, claro, e a companhia não revelou ainda a quantidade exata de desligamentos; 
  • Um porta-voz da empresa confirmou o envio do comunicado aos funcionários à Reuters, mas não divulgou conteúdo do documento. 

Leia mais! 

Essas eliminações de funções não estão na escala das reduções do ano passado e não afetarão todas as equipes. Temos objetivos ambiciosos e investiremos nas nossas grandes prioridades este ano. 

Sundar Pichai, CEO do Google, em memorando interno. 

Os cortes dão continuidade a uma tendência de demissões no setor de tecnologia, na qual diversas empresas vêm demitindo milhares de trabalhadores desde 2022, com maior declínio no ano passado — o qual ficou conhecido como o Ano da Eficiência.  

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Não apenas o Google, a Amazon também retomou os ajustes de pessoal: a big tech cortou funcionários do Twitch, Prime Video, estúdios MGM e Audible. Embora não tenha divulgado números, acredita-se que a redução também alcance mil colaboradores (por enquanto).  

Além delas, Meta, Disney, Unity, Duolingo, Discord e outras também já deram a largada na onda de cortes 2024.