A United Airlines suspendeu brevemente a operação de sua frota de novíssimos aviões Airbus A321neo. A razão para a suspensão não tem a ver com segurança, como ocorreu recentemente com a Boeing, mas sim porque a aeronave violou uma regulamentação de 1990 referente às placas de “proibido fumar”, segundo o Gizmodo.

Para quem tem pressa:

  • A United Airlines suspendeu brevemente suas operações com o Airbus A321neo devido a uma questão regulatória envolvendo as placas de “proibido fumar”;
  • Os A321neos possuem um sistema automático para exibir a sinalização de proibido fumar, violando regulamentações de 1990, segundo as quais essas placas devem ser operadas manualmente pela tripulação;
  • Embora a United já tenha recebido uma exceção geral da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) em 2020 para sua frota, o recém-introduzido A321neo não estava incluído nela;
  • A United declarou que a questão não afeta a segurança de voo e conseguiu autorização temporária da FAA para operar os A321neos enquanto aguarda a aprovação da exceção.

A regulamentação exige que as placas de “proibido fumar” em aeronaves sejam operadas manualmente pela tripulação, enquanto o Airbus A321neo possui um software que exibe automaticamente a sinalização durante o voo, sem que a tripulação precise ativá-la ou desativá-la. Vale ressaltar que o ato de fumar já está proibido em voos domésticos e internacionais há quase 25 anos.

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Avião Airbus A321neo da United Airlines em aeroporto
(Imagem: Divulgação/Airbus)

Sistemas automatizados de sinalização não são novidade. E muitas companhias aéreas contornam a regulamentação de 1990 solicitando exceção à Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês).

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A United solicitou essa exceção para toda a sua frota em 2020, a qual foi concedida. No entanto, o Airbus A321neo é tão novo que não estava sob a proteção dessa exceção. Para você ter uma ideia, a aeronave começou a operar há apenas dois meses.

Agora, a United busca permissão da FAA para incluir o Airbus A321neo na exceção pré-existente. A agência federal autorizou a United a voar sua frota de cinco A321neos enquanto avalia esse pedido. A empresa gastou US$ 650 milhões (aproximadamente R$ 3,2 bilhões) para produzir essa frota.

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Em declaração, a United afirmou que “conforme observado pela FAA, isso não é uma questão de segurança de voo. Nossos cinco A321neos ficaram brevemente fora de serviço na segunda-feira [12] enquanto trabalhávamos nessa questão com a FAA, resultando em alguns atrasos, mas sem cancelamentos, pois realocamos esses voos para outros tipos de aeronaves na tentativa de minimizar as interrupções para nossos clientes.”