Por Andrey Abreu, diretor corporativo de tecnologia da MV

A tecnologia está transformando a forma como a saúde é gerenciada em todo o mundo. No Brasil, o setor de saúde enfrenta desafios importantes, como a heterogeneidade do sistema, a necessidade de melhorar a eficiência e a acessibilidade, e a pressão para redução de custos.

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Nos últimos 12 meses, tive a oportunidade de conhecer as novidades tecnológicas para saúde na sua fonte. Participei de missões, eventos globais e visitas a diversas empresas de tecnologia no mundo.

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Nessas missões, pudemos conhecer players de diversos países, como Colômbia, Argentina, EUA e China. Fizemos visitas e reuniões ao headquarter de grandes empresas, como a Amazon Web Services, Huawei, Apple e Google, entre outras que se destacam no desenvolvimento de tecnologias inovadoras para facilitar a gestão de diversos processos, incluindo os do setor da saúde.

Ao longo dessas missões, pudemos observar que as empresas de tecnologia globais têm investido cada vez mais em inovações e direcionado seus esforços para a área de cuidado e ganho de eficiência na saúde. Essas tecnologias têm o potencial de revolucionar a forma como o setor atua, trazendo benefícios como:

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  • Melhoria da eficiência na automatização de processos, redução de custos e melhoria da produtividade.
  • Aumento da acessibilidade, levando cuidado e prevenção a comunidades que antes não tinham acesso.
  • Melhoria da qualidade do diagnóstico e tratamento de doenças.
  • Apoio à decisão clínica, dentre outros.

No entanto, é importante ressaltar a necessidade de tropicalização dessas inovações para atender às necessidades locais. No Brasil, o sistema de saúde é complexo e heterogêneo, o que representa um desafio para a implementação de novas tecnologias.

Imagem: Shutterstock/greenbutterfly

Nesse sentido, a cooperação tecnológica entre empresas brasileiras com vasto know how em sua área de atuação e grandes big techs é essencial para o desenvolvimento de soluções que tenham conexão com as necessidades do mercado local. Essas cooperações podem contribuir de forma substancial para possibilitar:

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  • O acesso a tecnologias inovadoras que são concebidas por big techs;
  • A customização de tecnologias para atender às necessidades locais, tropicalizando o que é utilizado no mundo para os padrões brasileiros;
  • A redução do custo das tecnologias com a verticalização e simplificação das inovações.

Buscar parcerias tecnológicas com grandes players globais para desenvolver soluções inovadoras tem se mostrado um caminho promissor para o desenvolvimento de produtos disruptivos e muitas empresas caminham nesse sentido. Acredito que ao unir o conhecimento e a expertise das startups e empresas com as grandes tendências tecnológicas, podemos construir um sistema de saúde mais eficiente, acessível e de qualidade.

Um exemplo disso foram as importantes parcerias que a MV divulgou em 2023, com a AWS, que tem permitido à healthtech desenvolver soluções de inteligência artificial e machine learning para melhorar o diagnóstico e o tratamento de doenças. E com a Huawei na construção de soluções de infraestrutura e arquitetura de dados para modernizar o setor de saúde brasileiro.

Fica cada vez mais claro que a cooperação para importação de conhecimento e inovações dessas grandes empresas de tecnologia para o mercado brasileiro. Essas parcerias estratégicas e a aplicação em soluções na área de saúde tem um poder transformador e são fundamentais para impulsionar a modernização do sistema brasileiro e garantir um futuro mais saudável e sustentável para todos.