Carros conectados têm potencial para melhorar o trânsito em faróis e cruzamentos, e economizar milhões de dólares em gestão de tráfego, diz novo estudo da Universidade de Michigan (EUA). Uma pesquisa de 18 meses com veículos conectados da General Motors (GM) mostrou que, mesmo com baixa adesão, a tecnologia tem potencial para diminuir os tempos de paradas em cruzamentos e tornar as viagens mais rápidas.

Fluxo do trânsito

Os carros conectados representam apenas de 6% a 10% dos veículos em circulação nos Estados Unidos, mas isso já é suficiente para melhorar o trânsito.

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Isso porque, como explica o TechXplore, os semáforos são programados por tempo. Os responsáveis se baseiam no tráfego de carros em determinado horário para determinar esse tempo, de forma a permitir que os veículos fiquem o menor período possível parados e o trânsito flua bem.

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No entanto, o fluxo dos carros têm mudado. Um exemplo disso é a pandemia, quando as pessoas pararam de sair de casa para trabalhar e o horário de pico mudou.

Um dos pesquisadores defende que os sinais de tráfego deveriam ser alterados com mais frequência, mas isso também é complicado e custoso: são 320 mil faróis nos Estados Unidos, com custos totais beirando os US$ 23 milhões (R$ 114,16 milhões). Além disso, um sistema adaptativo, que muda conforme o tráfego também muda, pode custa até US$ 50 mil (R$ 248,19 mil) em único cruzamento.

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Carros autônomos serão conectados também entre si, melhorando o fluxo do trânsito
Imagem: Zapp2Photo/Shutterstock

Carros conectados

É aí que entram os carros conectados e o fluxo de trânsito: segundo os pesquisadores, o sistema U-M pode substituir parcialmente os sensores de semáforo adaptativa. Veja como funciona:

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  • O estudo foi realizado durante 18 meses em Birmingham, no Michigan, usando informações de carros conectados a GPS da GM. Ele é o primeiro de reprogramação de semáforos em nuvem em grande escala;
  • O sistema U-M coleta dados de GPS de uma porcentagem de automóveis na estrada, os aloca em sistema em nuvem e extrapola a situação do tráfego. Por exemplo, se um veículo parou a 30 metros de um farol, assume-se que três ou quatro carros estão à sua frente;
  • Ele também coleta dados sobre a velocidade do veículo, número e tempo de paradas, e rota;
  • Durante os testes, os pesquisadores colocaram os carros conectados para trabalhar e coletaram dados de 34 cruzamentos com semáforos fixos em Birmingham durante três semanas em março de 2022.

Benefícios dos carros conectados

Com a tecnologia somada aos semáforos fixos, houve redução de 20% a 30% no número de paradas em cruzamentos.

Eles dizem que apenas uma porcentagem pequena de carros conectados (como aconteceu, já que os modelos conectados eram apenas 6% dos veículos em circulação nos EUA), poderia melhorar o tráfego e substituir parcialmente a necessidade por faróis adaptativos.