A União Europeia (UE) investiga a parceira entre Microsoft e Mistral AI. A investigação analisa se o acordo entre a big tech e a startup francesa levanta preocupações sobre concorrência no setor de inteligência artificial (IA) generativa – tecnologia do ChatGPT, por exemplo – no bloco econômico, que reúne 27 nações.

Para quem tem pressa:

  • A União Europeia investiga o acordo entre a Microsoft e a startup francesa Mistral AI. O bloco econômico avalia possíveis preocupações sobre concorrência no setor de IA generativa causadas pela nova parceria;
  • A comissão executiva da UE revisa acordos entre grandes empresas de tecnologia e desenvolvedores de IA generativa – entra aqui a parceria Microsoft-Mistral AI – em meio a preocupações antitruste;
  • A Microsoft investiu 15 milhões de euros (R$ 81 bilhões) na Mistral AI para acessar seus modelos de linguagem comercial e aberta na plataforma Azure AI. A ideia da empresa é reduzir a dependência da OpenAI para avançar no desenvolvimento de tecnologias de chatbot e IA generativa;
  • A parceria permite que a Mistral explore oportunidades comerciais e marca a segunda grande investida da Microsoft em IA generativa, seguindo investimento de mais de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) justamente na OpenAI.

A comissão executiva da UE informou, em comunicado emitido nesta terça-feira (27), que analisa o acordo entre as empresas, anunciado na segunda-feira (26). As informações são da Associated Press (AP). A Microsoft recusou o pedido da agência por comentário sobre o caso, enquanto a Mistral AI não deu retorno.

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Acordo sob investigação

Microsoft
(Imagem: HJBC/Shutterstock)

A comissão, que atua como principal autoridade antitruste da UE, incluiu a parceria entre Microsoft e Mistral AI na sua revisão mais abrangente do mercado de IA generativa. O foco está nos acordos estabelecidos entre as grandes empresas de tecnologia e os desenvolvedores ou fornecedores desta tecnologia.

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Este escrutínio surge num momento em que a UE já havia iniciado, em janeiro, uma investigação sobre o acordo multibilionário entre a Microsoft e a OpenAI, sediada em São Francisco, nos Estados Unidos. Esse inquérito pode evoluir para uma investigação formal sobre fusão de empresas.

Microsoft e Mistral AI

A Microsoft anunciou um investimento de 15 milhões de euros (aproximadamente R$ 81 milhões) na Mistral AI, empresa que surgiu há menos de um ano, na segunda. O acordo visa diminuir a dependência da Microsoft na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, para o fornecimento de tecnologias de chatbots e outros produtos de IA generativa.

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O acordo vai permitir que os modelos de linguagem comercial e aberta da Mistral fiquem disponíveis na plataforma Azure AI, da empresa de Bill Gates. Tal qual a parceria com a OpenAI, a dobradinha com a Mistral também se vai concentrar no desenvolvimento e implementação de grandes modelos de linguagem de próxima geração.

Os modelos da Mistral têm sido tipicamente de código aberto, mas a parceria com a Microsoft significa que a empresa francesa pode agora explorar mais oportunidades comerciais. Vale destacar, no entanto, que essas são informações preliminares. Nem a Microsoft nem a Mistral revelam detalhes do investimento.

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Esta foi a segunda investida da Microsoft neste nicho nos últimos anos. Em 2022, por exemplo, a empresa de Bill Gates colocou mais de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) justamente na OpenAI, por conta do boom em IA generativa causado pelo lançamento do ChatGPT.