Uma nova estrela pode aparecer no céu noturno em breve, mas irá desaparecer em seguida. Essa estrela só é visível a cada cerca de 80 anos, quando ela costuma explodir e seu brilho aumenta significativamente. A última vez em que foi vista foi em 1946 e entre fevereiro e setembro deste ano ela deve voltar a aparecer.

  • Essa estrela é a T Coronae Borealis, também conhecida como T CrB;
  • Ela, na verdade, se trata de um sistema binário, composto por uma anã branca e uma gigante vermelha;
  • A T CrB está localizada a cerca de 3 mil anos-luz de distância da Terra.

Essas explosões frequentes são conhecidas como novas e acontecem em sistemas binários como o T CrB. Elas se dão porque as anãs brancas, remanescentes estelares de estrelas pequenas, possuem uma enorme força gravitacional, o suficiente para roubar material de suas companheiras.

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De acordo com o The New York Times, esse material roubado se acumula em sua superfície até que ela fique tão quente e desencadeie uma explosão termonuclear que pode destruir tudo nas proximidades — felizmente a Terra está a salvo.

O processo de uma nova é bastante parecido com as explosões do tipo supernova. No entanto, diferentes da sua irmã violenta, as novas não destroem completamente a estrela, eliminando suas camadas exteriores. Na verdade, depois que a explosão se acalma, a estrela volta a roubar material de sua companheira até que exploda novamente.

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Animaçõa de como uma nova acontece em um sistema binário composto por uma anã branca e uma gigante vermelha (Crédito: Goddard Space Flight Center da NASA)
Animação de como uma nova acontece em um sistema binário composto por uma anã branca e uma gigante vermelha (Crédito: Goddard Space Flight Center da NASA)

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A nova T CrB

Atualmente, conhecemos cerca de 400 novas na Via Láctea, tendo a maioria delas ciclos explosivos que duram muito mais tempo, até mesmo milênios. No entanto, observações anteriores apontaram que essas explosões acontecem a cerca de cada 80 anos na T CrB. Parece que a anã branca desse sistema binário é muito mais voraz em consumir sua companheira estelar.

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Segundo a NASA, a estrela geralmente brilha numa magnitude de +10, o que é muito escuro para ser visto a olho nu. Mas durante a explosão nova, sua magnitude torna-se +2, o que é tão brilhante quanto a Estrela do Norte, ou Polaris. A T CrB permanece brilhando assim por apenas alguns dias, e depois volta para o seu brilho normal.

Os pesquisadores sabem que a nova está se aproximando porque observações anteriores do evento apontaram que antes da explosão a estrela dá alguns sinais. E nas últimas décadas a atividade estelar aponta que ela está se preparando para mais uma explosão.

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Contelação de Corona Borealis próximo as constelações de Hercules e Boötes (Crédito: NASA)
Constelação de Corona Borealis próximo as constelações de Hercules e Boötes (Crédito: NASA)

Para observar a nova quando ela aparecer é preciso olhar para a constelação de Corona Borealis, ou Coroa do Norte, próxima a Hércules e Bootes. Essa é uma oportunidade quase única, pois depois que ela desaparecer, só a poderemos ver novamente daqui a 80 anos.