O chip cerebral da Neuralink já permitiu que um paciente jogasse xadrez com a força do pensamento. Agora, o mesmo homem usou o dispositivo para poder jogar videogame. Mais precisamente, Mario Kart, da Nintendo.

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Neuralink elon musk
Chip cerebral da Neuralink permitiu que paciente jogasse videogame (Imagem: rafapress/Shutterstock)

Jogando videogame com a força do pensamento

O vídeo foi publicado no perfil de Nolan Arbaugh na rede social X (antigo Twitter). O paciente aparece sentado à frente da TV, ao lado de seu pai, enquanto controla o personagem no jogo, sem as mãos e com a força da mente, segundo a startup de Elon Musk.

A Neuralink não informou como o teste foi realizado e nem como foi possível configurar o implante para controlar o videogame. No total, o vídeo tem quase 1 hora de duração e faz parte de uma apresentação da empresa na qual Bliss Chapman, líder de software da interface cerebral da startup e um dos responsáveis pelo implante, conversa com Arbaugh sobre sua experiência com o dispositivo.

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A Neuralink também divulgou novas informações sobre o uso do implante cerebral durante 12 sessões, com duração de oito horas por dia e cinco dias por semanas. Durante esse período, segundo a companhia, Arbaugh foi capaz de realizar aproximadamente 111 mil cliques do botão esquerdo do mouse e movimentar o cursor por 16,3 quilômetros.

O paciente tem 29 anos e ficou tetraplégico após sofrer um acidente em 2018 que o paralisou dos ombros para baixo. Recentemente ele apareceu em um vídeo jogando xadrez e disse ter jogado Civilization VI por horas seguidas, usando apenas o implante cerebral.

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O dispositivo é capaz de detectar os sinais cerebrais e convertê-los em comandos remotos baseados em Bluetooth que podem ser usados para fazer interface com um dispositivo eletrônico, de acordo com a Neuralink. As informações são do Estadão.

Vídeo abaixo mostra paciente jogando Mario Kart nos minutos 18:07 e 20:35:

  • A capacidade do chip da Neuralink de permitir que seres humanos controlem o movimento de objetos com a mente tem causado polêmica ao redor do mundo.
  • Apesar de animados com a novidade, cientistas também têm demonstrado preocupação com o dispositivo.
  • Em entrevista à revista Nature, especialistas questionaram a transparência da companhia de Musk em relação ao experimento.
  • O ensaio do teste do chip cerebral em humanos não foi registrado no repositório ClinicalTrials.gov, que conta com curadoria do Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, por exemplo.
  • O repositório serve de referência técnica a muitas entidades.
  • O neuroengenheiro da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Tim Denyson, destaca que não há informações, por exemplo, de em que lugar a empresa está realizando as implantações e de quais resultados serão avaliados.