Em 1840, um experimento realizado na Universidade de Oxford, na Inglaterra, criou a Campainha de Oxford Electric Bell – também conhecida como Pilha-de-Volta de Clarendon. Hoje em dia, o toque do sino quase não pode mais ser ouvido, mas o dispositivo continua a impressionar: sua bateria já funciona há 184 anos.

Entenda:

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  • Uma bateria criada há 184 anos continua funcionando com a mesma carga;
  • A bateria alimenta um dispositivo conhecido como Campainha de Oxford Electric Bell ou Pilha-de-Volta de Clarendon;
  • Parte do motivo pelo qual o sino continua a tocar é porque o dispositivo não requer e nem gasta muita energia;
  • Sua composição também pode explicar o funcionamento após tantos anos – porém, ninguém realmente sabe do que a bateria é feita;
  • Além de um revestimento externo que parece ser enxofre, o dispositivo lembra a pilha de Zamboni, criada com discos de folha de prata, papel e zinco;
  • Acredita-se que a pilha deve funcionar por mais cinco ou dez anos, já que desacelerou visivelmente nos últimos 40 anos;
  • Com informações da BBC.
(Imagem: LeoPanthera/Wikicommons. CC BY-SA 3.0)

Após sua criação, a campainha experimental foi comprada por Robert Walker, professor de física da Universidade de Oxford, e permanece em exposição envolta em um vidro no Laboratório Clarendon da universidade.

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Como a bateria ainda está funcionando?

Parte do motivo pelo qual o sino continua a tocar é o fato de que o dispositivo não requer e nem gasta muita energia, como explicou Robert Taylor à BBC. “À medida que ele se move para frente e para trás, o que acontece é que o pequeno sino de chumbo toca os dois sinos de cada lado, e carrega e descarrega continuamente. Uma pequena quantidade de carga escorre entre as duas extremidades e a única perda, basicamente, é a resistência do ar.”

(Imagem: David Glover-Aoki / Reprodução YouTube)

A composição da bateria também pode estar por trás disso, mas o grande mistério é que ninguém sabe do que ela é feita. Além de um revestimento externo que parece ser enxofre, o dispositivo é semelhante à pilha criada pelo padre e físico italiano Giuseppe Zamboni, criada com discos de folha de prata, papel e zinco.

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Apesar de impressionante, o funcionamento do sino deve chegar ao fim em breve. “Vai continuar, possivelmente, por mais cinco ou dez anos, dado o fato de que desacelerou visivelmente nos últimos 40 anos. Vai ficar sem energia, todas as baterias eventualmente ficam sem energia”, completou Taylor.