A Comissão de Segurança Eletrônica da Austrália anunciou que está desistindo de um processo movido contra o X (antigo Twitter). A justiça do país determinou que a rede social retirasse do ar um vídeo de um bispo sendo esfaqueado em uma igreja ortodoxa na cidade de Sydney.

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x elon musk
X foi ordenado a retirar vídeo do ar globalmente (Imagem: kovop/Shutterstock)

Elon Musk acusou a Austrália de censura

O bispo Mar Mari Emmanuel foi esfaqueado no dia 15 de abril durante um culto que estava sendo transmitido ao vivo pela rede social. Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela polícia e acusado de terrorismo.

O vídeo do ataque chegou a ser bloqueado para usuários da Austrália, mas seguiu disponível no resto do mundo. Dessa forma, a Comissão de Segurança Eletrônica da Austrália pediu a proibição global do conteúdo, o que foi aceito pela justiça.

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Também foi estabelecida uma multa diária de US$ 785 mil (mais de R$ 4 milhões) ao X em caso de descumprimento da determinação. Em resposta, Elon Musk criticou a decisão e acusou a Austrália de censura.

As declarações foram respondidas pelo primeiro-ministro australiano. Anthony Albanese chamou o empresário de “arrogante que acha que está acima da lei”.

X comemorou fim do processo e disse que a liberdade de expressão prevaleceu

  • Após toda a polêmica, no entanto, a Comissão de Segurança Eletrônica da Austrália divulgou um comunicado nesta quarta-feira (05) informando que desistiu do processo.
  • A entidade cita “múltiplas considerações” para abandonar o caso e destaca que o objetivo da ação era evitar que imagens violentas se tornassem virais, “potencialmente incitando mais violência e infligindo mais danos à comunidade australiana”.
  • O X também se pronunciou e disse que “a liberdade de expressão prevaleceu”.
  • As autoridades australianas ainda afirmaram que registraram diversas ameaças, inclusive de morte, enviadas por apoiadores de Musk em publicações nas redes sociais.