Conforme noticiado pelo Olhar Digital, recentemente, a sonda Voyager 1 recuperou o retorno de dados científicos de dois de seus quatro instrumentos pela primeira vez desde que um problema de computador acometeu a espaçonave em novembro do ano passado

Agora, a NASA acaba de divulgar em comunicado que os outros dois instrumentos que faltavam também voltaram a responder.

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Renderização em 3D da sonda Voyager 1. Crédito: Wow Galaxy/Shutterstock

A equipe responsável conseguiu resolver parcialmente a questão em abril deste ano, solicitando que a nave começasse a enviar dados de engenharia, que incluem informações sobre a saúde e o status da missão. Em 19 de maio, a equipe executou a segunda fase dos reparos, enviando um comando para que a Voyager 1 retomasse o envio de dados científicos.

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Foi naquela ocasião que metade dos instrumentos científicos voltou a funcionar imediatamente. Embora a outra metade tenha exigido um pouco mais de trabalho, agora todos estão retornando dados científicos utilizáveis. 

Esses instrumentos são responsáveis por estudar ondas de plasma, campos magnéticos e partículas. Vale lembrar que as espaçonaves Voyager 1 e 2 são as únicas a coletar amostras diretamente do espaço interestelar, a região além da heliosfera – uma bolha protetora de campos magnéticos e vento solar criada pelo Sol.

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Distância das Voyagers aos limites da influência do Sol. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Apesar do retorno às operações científicas, ainda há alguns ajustes a serem feitos. Os engenheiros precisam ressincronizar o software de cronometragem dos três computadores de bordo da Voyager 1 para garantir que os comandos sejam executados corretamente.

Além disso, será realizada manutenção no gravador digital, que registra dados do instrumento de onda de plasma enviados à Terra duas vezes por ano. A maioria dos dados científicos das Voyager é transmitida diretamente para a Terra, sem necessidade de gravação.

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A sonda Voyager 1 está atualmente a mais de 24 bilhões de quilômetros da Terra, enquanto a Voyager 2 está “um pouco mais perto”, a cerca de 20 bilhões de quilômetros. Este ano, elas vão completar 47 anos de missão, sendo as espaçonaves mais longevas e distantes da NASA. Durante sua trajetória, ambas passaram por Júpiter e Saturno, sendo que a Voyager 2 também visitou Urano e Netuno.