Um novo relatório aponta que as ondas de calor que atingiram o hemisfério norte do planeta nas últimas semanas têm mais chances de se repetirem nos próximos 25 anos. A conclusão dos cientistas é que estes fenômenos extremos podem se tornar 35 vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas.

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Calor extremo se tornará mais comum (Imagem: Tom Wang/Shutterstock)

Efeitos das mudanças climáticas

  • O estudo foi realizado por pesquisadores da World Weather Attribution (WWA), grupo de cientistas especializados em pesquisas sobre o clima.
  • O relatório ainda aponta que as ondas de calor sempre ocorreram, mas as alterações climáticas fazem com que elas sejam mais intensas e frequentes.
  • Foram analisados os cinco dias consecutivos e as cinco noites mais quentes do período “extremo de calor” que atingiu o sudoeste dos Estados Unidos, o México, a Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras, no final de maio e início de junho.
  • Para os especialistas, a queima de combustíveis fósseis e a consequente emissões de gases de efeito de estufa estão expondo milhões de pessoas a temperaturas altamente perigosas.
  • E isso deve piorar no futuro.
  • Lembrando que maio de 2024 foi o mais quente já registrado no mundo, tornando-se o 12º mês consecutivo com recorde de calor, de acordo com o Observatório Europeu Copernicus.
Altas temperaturas podem causar sérios problemas no planeta (Imagem feita com inteligência Artificial. Alessandro Di Lorenzo/Olhar Digital/DALL-E)

Onda de calor ao redor do mundo

Desde março, as temperaturas bateram recordes no México, causando a morte de pelo menos 125 pessoas, de acordo com autoridades do país. Já nos Estados Unidos, milhões de pessoas estão em alerta por conta das condições climáticas extremas.

Mas o fenômeno não está restrito a apenas uma região do planeta. Na Índia, as temperaturas ultrapassaram a marca dos 40ºC por vários dias consecutivos. Já são centenas de mortes causadas pelo calor extremo por lá.

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Outra situação dramática tem sido registrada na Arábia Saudita. Pelo menos mil pessoas morreram durante a peregrinação a cidade de Meca. Esta é uma das principais cerimônias da religião islâmica e recebe milhões de pessoas todos os anos.