A ilha de Rapa Nui, também conhecida como Ilha de Páscoa, é repleta de mistérios. O principal deles talvez seja sobre a construção de quase 900 estátuas chamadas moais. Mas os pesquisadores também estudam há décadas um possível colapso populacional na região.

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Local é famoso pelas estátuas gigantes (Imagem: Focus Fusion/Shutterstock)

Colapso da cultura Rapanui intriga historiadores

  • Localizada a mais de 3.700 quilômetros da América do Sul, a Ilha de Páscoa é um dos locais mais remotos do mundo.
  • Os primeiros humanos chegaram ao local por volta de 1000 d.C., provavelmente vindos da Polinésia.
  • Famosa pelos moai, estátuas de pedra gigantes, Rapa Nui também é conhecida pelo desmatamento de palmeiras e pela superexploração de recursos.
  • A pequena ilha tem apenas 164 quilômetros quadrados e apresenta um solo pobre e recursos limitados de água doce, por exemplo.
  • Estes fatores, inclusive, sempre foram apontados como os responsáveis pelo colapso da cultura Rapanui.
Análise do solo da Ilha de Páscoa (Imagem: Science Advances)

Análise de jardins rochosos da Ilha de Páscoa

De acordo com um novo estudo, no entanto, este colapso pode nunca ter acontecido. Através de imagens de satélite infravermelho e inteligência artificial, pesquisadores confirmaram que a população da ilha sempre se manteve sustentável e nunca ultrapassou a marca das 3.900 pessoas. O número é muito menor do que as 16 mil pessoas sugeridas até então.

A análise se baseou nos jardins rochosos da ilha. Este método foi utilizado pelos habitantes antigos para melhorar o solo vulcânico da região e consistia na adição de pedaços de rocha às áreas de cultivo para aumentar a produtividade. Os jardins rochosos geraram melhor fluxo de ar no solo, ajudando a mediar as oscilações de temperatura e mantendo os nutrientes, incluindo nitrogênio, fósforo e potássio, no solo.

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Ao analisar imagens de satélite, os cientistas descobriram que a jardinagem de rochas era significativamente menos prevalente do que se supunha anteriormente. O estudo foi publicado na revista Science Advances.