Com a falta de um fuso horário exato na Lua, o mais comum em missões lunares é adotar o tempo do país de origem da nave (em casos não tripulados) ou o Mission Elapsed Time, que começa a contar a partir do lançamento (em missões tripuladas). Recentemente, porém, descobrimos a velocidade da passagem do tempo na Lua em comparação com a Terra e o baricentro do Sistema Solar.

Entenda:

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  • Uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia divulgou cálculos para estabelecer o fuso horário na Lua;
  • Há algum tempo, os EUA publicaram um memorando pedindo que a NASA e outras agências espaciais desenvolvessem um fuso para missões relacionadas ao satélite;
  • Os investigadores descobriram que, por dia, o tempo na Lua passa 57,5 microssegundos mais rápido do que no nosso planeta;
  • Eles compararam as velocidades da passagem do tempo na superfície lunar, terrestre e no baricentro do Sistema Solar;
  • O artigo foi publicado no arXiv e ainda não foi revisado por pares.
Determinar o fuso horário na Lua é essencial para missões relacionadas ao satélite. (Imagem: Steven Madow)

Há algum tempo, os EUA já haviam pedido à NASA que desenvolvesse um fuso horário para missões relacionadas ao satélite – o chamado Tempo Lunar Coordenado (LTC). Graças a uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia, conforme apresentado em um artigo deste mês, parece que já o temos.

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Tempo na Lua passa mais rápido do que na Terra

Para descobrir o fuso horário na Lua, os investigadores calcularam as velocidades relativas do tempo na superfície lunar, terrestre e no baricentro do nosso Sistema Solar. Como resultado, a equipe descobriu que, por dia, o tempo na Lua passa 57,5 microssegundos mais rápido do que no nosso planeta.

Agências espaciais foram encorajadas pelos EUA a criar fuso horário lunar. (Imagem: Skylines/Shutterstock)

E pode até não parecer muito, mas a diferença pode causar impactos. “Não levar em conta a discrepância entre um relógio transmissor na Terra e como ele é percebido por um receptor na Lua vai resultar em um erro de alcance. Aplicações como atracação ou pouso de espaçonaves exigem maior precisão do que os métodos atuais permitem”, destaca Arati Prabhakar, Conselheira de Ciência do Presidente dos Estados Unidos, em um memorando.

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O artigo ainda não foi revisado por pares, e deve passar por novas análises enquanto a NASA e outras agências espaciais continuam seus trabalhos para propor outros fusos lunares.