O comportamento estranho dos polvos que perdem a paciência e dão socos

Pesquisadores flagram polvos agredindo peixes durante a caça colaborativa. Entenda por que esses animais inteligentes perdem a paciência
Por Joaquim Luppi, editado por Lucas Soares 07/01/2026 07h47, atualizada em 07/01/2026 13h11
O comportamento estranho dos polvos que perdem a paciência e dão murros nos peixes
Polvos dão “socos” em peixes para controlar a caça em equipe – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)
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Imagine estar trabalhando em equipe e, do nada, levar um soco do seu colega de trabalho. No mundo marinho, pesquisadores flagraram polvos fazendo exatamente isso com peixes parceiros durante a busca por comida.

Como funciona a caça colaborativa no fundo do mar

De acordo com um estudo publicado na revista Ecology, essa interação agressiva ocorre mesmo quando a parceria parece ser benéfica para ambos os lados envolvidos.

O comportamento estranho dos polvos que perdem a paciência e dão murros nos peixes
Agressões mostram a inteligência social complexa dos polvos – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Por que os polvos agridem seus parceiros de equipe?

Embora pareça um comportamento puramente gratuito ou maldoso, os cientistas acreditam que existem razões práticas para esses “murros” subaquáticos. A agressão pode servir como uma ferramenta de controle social para manter a ordem durante a caça.

  • Gestão de benefícios: O polvo afasta peixes que tentam roubar a presa capturada.
  • Punição por preguiça: Peixes que não colaboram ativamente podem ser “incentivados” a se mover.
  • Dominação territorial: O cefalópode reafirma quem é o líder daquela operação de busca.

Diferenças de comportamento entre espécies

Nem todos os peixes reagem da mesma forma e nem todos os polvos são igualmente agressivos. A tabela abaixo resume como essas interações variam dependendo dos envolvidos na caçada colaborativa.

O comportamento estranho dos polvos que perdem a paciência e dão murros nos peixes
Caça colaborativa no mar revela conflitos e estratégia entre espécies – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

A inteligência e a personalidade complexa dos cefalópodes

Esse comportamento reforça a ideia de que os polvos possuem personalidades distintas e uma capacidade cognitiva invejável. Eles não apenas reagem ao ambiente, mas tomam decisões baseadas na análise do comportamento de outros animais ao seu redor.

A ciência continua a investigar se esses murros podem ter motivações puramente emocionais, o que os tornaria ainda mais parecidos conosco em situações de estresse coletivo. Entender essas nuances ajuda a mapear como a inteligência evoluiu de formas tão diferentes no oceano.

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Joaquim Luppi
Colaboração para o Olhar Digital

Joaquim Luppi é colaborador do Olhar Digital. Técnico em Informática pelo IFRO, atua em instalação e manutenção de computadores, redes, sistemas operacionais, programação e desenvolvimento full-stack.

Lucas Soares
Editor(a)

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.