Nasa buraco negro devorando estrela

Buraco negro 70 vezes maior que o Sol é descoberto na nossa galáxia

Guilherme Preta, editado por Matheus Luque 28/11/2019 09h45
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Nova descoberta pode redefinir a compreensão sobre como buracos negros são formados

Astrônomos descobriram um enorme buraco negro estelar em nossa galáxia. Cientistas acreditavam que esses fenômenos só poderiam atingir cerca de 20 vezes a massa do Sol, mas o recém-descoberto é 70 vezes maior, segundo equipe da Academia Chinesa de Ciências.


A nova informação pode reescrever a compreensão sobre como objetos tão grandes e misteriosos são formados, de acordo com os cientistas. Buracos negros estelares, que são tão densos que nem a luz pode escapar deles, surgem quando uma estrela maciça entra em colapso.

“Buracos negros dessa massa nem deveriam existir em nossa galáxia, de acordo com a maioria dos modelos atuais de evolução estelar” afirmou o professor Liu, acrescentando que os cientistas agora vão ter que aceitar o desafio de explicar a formação de objetos consideravelmente maiores do que pensavam ser possível.

O LB-1, como ficou conhecido, está na Via Láctea e está localizado a 15 mil anos-luz da Terra. Até recentemente, os buracos negros estelares só podiam ser vistos quando consumiam gás de uma estrela próxima. Quando isso acontece, uma emissão de raios-X é lançada pela galáxia, indo em direção à Terra.

Porém, a maioria dos buracos negros da nossa galáxia não está consumindo estrelas, o que significa que só é possível identificar e entender adequadamente alguns deles.

Para saber mais, os pesquisadores do novo artigo procuraram estrelas que pareciam estar sendo atraídas pela gravidade de um objeto invisível. Essa metodologia foi sugerida ainda no século 18, mas só se tornou possível recentemente. Depois disso, os cientistas usaram mais observações para aprender sobre o buraco negro estelar que encontraram.

Os pesquisadores ficaram chocados com a descoberta de uma estrela oito vezes mais pesada que o Sol orbitando o buraco negro gigante a cada 79 dias. “Essa descoberta nos obriga a reexaminar nossos modelos de como os buracos negros de massa estelar se formam”, concluiu David Reitze, diretor do LIGO - Observatório de Ondas Gravitacionais - da Universidade da Flórida.

Via: Independent

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