Smartphone já aparece entre os presentes de Natal mais desejados pelas crianças
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Por que o uso do celular pelas crianças deve ser acompanhado pelos pais

Kelli Angelini 23/10/2018 12h00

Dar um celular ou tablet de presente e achar que seu filho ou filha está protegido(a) e seguro(a) dos riscos do mundo é um ledo engano.

No mês em que comemoramos o Dia das Crianças surge sempre a dúvida do que dar para filhos, sobrinhos e afilhados. Bicicletas, carrinhos, bonecas, skate, patins são itens muito desejados, mas é inegável que esses brinquedos tem perdido espaço para celulares, computadores, tablets e jogos online.

Para se ter uma ideia do quanto a Internet pode estar presente em nosso dia a dia, citamos a pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação - Cetic.br, que aponta que 67% dos brasileiros usam a Internet e, mais especificamente, 24,7 milhões de crianças e adolescentes de 09 a 17 anos estão inseridas na rede (de um total de 29,6 milhões de crianças e adolescentes).

Sabemos que a Internet é uma fonte imensurável de conhecimento e oportunidade e que as crianças e adolescentes usam a Internet com desenvoltura e protagonismo, seja para realizar pesquisa para trabalhos escolares, conversar com amigos, postar fotos e vídeos, ler notícias, jogar online etc, mas toda essa habilidade que os pequenos ou os quase adultos tem, não é tão digna de louvor assim.
Crianças e adolescentes tem capacidade de baixar e usar um aplicativo (app) de um jogo ultramoderno invejavelmente, porém, elas tem pouca compreensão de situações de riscos e perigos e de distinguir precisamente o certo do errado.

Também lhes falta noção das consequências positivas e negativas de seus atos. Adolescentes algumas vezes não conseguem discernir que seus atos, inicialmente justificados como meras brincadeiras, podem ser caracterizados como bullying, cyberbullying, discurso de ódio, danos à imagem, calúnia, difamação etc. Pressionados por colegas ou por vontade própria podem praticar barbaridades na Internet.

Por outro lado, também podem ser enganados por informações falsas ou pessoas mal intencionadas, são alvos fáceis. Aceitam estranhos como amigos nas redes sociais, marcam encontro com pessoas que só conhecem online, e até chegam a ter sua intimidade exposta na Internet e visualizada por uma infinidade de pessoas.

Não é à toa que Sociedade Brasileira de Pediatria visando prevenir problemas físicos, sociais e psicológicos, recomenda que os pais estabeleçam limites aos filhos e façam a mediação do uso da Internet por eles. Dar um celular ou um tablet de presente e achar que seu filho ou filha está protegido(a) e seguro(a), isento(a) dos riscos que o mundo oferece por estar dentro de casa é um ledo engano.

A Internet não é uma vilã, e a proibição nem chega a ser uma opção, mas temos que conscientemente prestar atenção para o fato de que a Internet abre as portas para o mundo, para o contato com todo tipo de pessoas e conteúdos, sejam apropriados ou não.

Se não há a instrução pelos pais sobre o uso da Internet de forma consciente e com responsabilidade e, ainda, se falta o acompanhamento pelos pais, é o mesmo que presentear o filho ou a filha com um skate e não lhe emparelhar com capacete, joelheira, cotoveleiras etc, deixando-o(a) solto(a) pela rua para aprender a usar o presente novo. O risco é grande, podendo até ser fatal.

A mediação parental sobre o uso da Internet não é estar o tempo todo ao lado do filho ou filha analisando e julgando o que se acessa, com quem fala ou o que posta, é sim um processo pelo qual pais ou responsáveis influenciam e estimulam o uso adequado, respeitoso e consciente da Internet através de conversas, instruções, valorizações e condutas, incentivando o desenvolvimento do referencial crítico da criança e do adolescente, mas não deixando de lado o acompanhamento e o estabelecimento de regras explícitas para a utilização.

Sabendo, então, do papel fundamental que os pais assumem para o enraizamento do uso consciente e responsável da Internet pelos seus filhos, vale lembrar que podemos até não saber usar aquele aplicativo daquele jogo ultramoderno e nem colocar efeitos especiais em uma foto ou vídeo, mas pelas experiências de vida temos muito a ensinar. Talvez por isso não seja à toa que antes de se comemorar o dia das crianças, já se comemorou o dia das mães e dia dos pais.

Materiais para ajudar os pais na instrução dos filhos sobre uso da Internet estão disponíveis no site www.internetsegura.br.

 

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