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Por que o Blockchain vai mudar o mundo?

Lucas Magno 02/10/2018 20h00

Maior controle do nosso dinheiro, eleições mais transparentes, controle das informações...as possbilidades do blockchain são inúmeras

O princípio básico do Blockchain é gerar liberdade. Sim, esta é sem dúvida a palavra que melhor representa esta tecnologia e as moedas digitais. Esta liberdade irá, em um futuro próximo, mover a inovação e solucionar a maior quantidade e diversidade de problemas com soluções mais eficientes.

É importante compreender que o Blockchain não é o bitcoin, mas que bitcoin não seria nada sem ele. Esse é um sistema que tem como razão de existir a descentralização, ou seja, o fim do poder central de algo como, por exemplo, o fim da necessidade do uso de cartórios para fazer o registro de um documento. E, ao mesmo tempo, permite a checagem dos dados por qualquer indivíduo, que são imutáveis, o que estabelece um relacionamento de independência e segurança.

E, diferente do que se pode imaginar, o blockchain não funciona apenas para transações financeiras, mas para o processamento de qualquer tipo de dado. É uma tecnologia disruptiva que quebra paradigmas tecnológicos, econômicos, filosóficos e sociais. E abaixo você verá 4 campos de atuação em que ele já é capaz trazer uma revolução total:

No armazenamento e validação das informações

No que diz respeito a disrupção tecnológica, o blockchain muda o controle das informações. Hoje, os dados estão todos centralizados em algumas plataformas como, por exemplo, o Google e a Amazon, que hospedam em nuvem o conteúdo de gigantes como a Netflix, por exemplo. Caso o sistema caia, pare de funcionar ou algo do tipo aconteça, o serviço da provedora de filmes e séries desaparecerá. Se o armazenamento dos dados fosse feito no blockchain, problemas como esse não existiriam, já que a tecnologia permite armazenar uma cópia de toda a rede de forma distribuída e descentralizada ao redor de todo o mundo. Isso não significa dizer que todos eles têm permissão para acessar o conteúdo. A segurança é garantida por meio de um endereço criptografado de acesso que é gerado pelo proprietário e que não possui cópia em servidores centralizados, mas está seguro no próprio protocolo, garantindo que apenas ele a possua, ou seja, só haveria a perda do conteúdo guardado caso todas as máquinas que possuem o sistema parassem de funcionar ou o dono da chave criptografada a perda, que é algo com possibilidades infinitamente menores de acontecer do que sistemas centralizados terem problemas.

Para empresas, esse quesito tecnológico é uma ferramenta eficaz no corte de custos, pois é possível registrar tudo o que quiser no blockchain para atestar veracidade como, por exemplo, contratos, prova intelectual, e até informações de contabilidade do negócio, pois há a prova real de tudo que é colocado no mecanismo, que é transparente e auditável por qualquer pessoa.


Na forma como manuseamos o nosso dinheiro

Quando falamos em disrupção econômica, a questão resolvida pelo blockchain está, entre outros, na modificação em como o dinheiro passa a ser manuseado, já que a tecnologia devolve para as pessoas o controle total das finanças. Deixam de depender das instituições bancárias para cuidar ou transacionar seus ativos. Outro ponto é a inflação criada pelo governo através da impressão de dinheiro inadequada. O que mantém o valor do dinheiro estável é a confiança e, com o descontrole neste quesito, não há como ter essa convicção e segurança. No blockchain, as moedas emitidas são limitadas, logo o sistema é deflacionário, só altera o valor com a flutuação da economia delas, ou seja, de acordo com a procura, com a demanda de compra e venda. A tendência do mercado, tendo em vista a deflação natural do sistema, é que os ativos ao longo prazo venham a se valorizar.

E a inclusão financeira? Ela está relacionada à possibilidade de as pessoas que não têm crédito no mercado conseguirem, através do blockchain e das moedas digitais, rever as finanças e ter o princípio da plataforma como um educador financeiro que te deixa livre para manusear seus valores da maneira que desejar. Um exemplo que chega a ser até chocante é a maneira como esse sistema funciona na África. Em Angola, por exemplo, os empresários querem realizar vendas online, mas não conseguem com tanta eficiência porque a maioria dos angolanos não tem acesso aos bancos. Então, o e-commerce funciona como um disque entregas: os pedidos são feitos online e o pagamento é realizado somente no momento da entrega, de forma presencial. Com a chegada do blockchain, houve uma mudança de paradigma, pois o dinheiro pode ser colocado no sistema e o pagamento pode ser feito online como normalmente acontece em qualquer outra parte do mundo.

Na forma em como votamos

Outra possibilidade está em colocar as eleições para cargos públicos dentro do blockchain. Há desconfiança por grande parte da população no sistema de votação atual do país, que é realizado por meio das urnas eletrônicas, já que esse modelo é comprovadamente passível de fraudes. Uma opção seria trazer o pleito para dentro do blockchain, em que é possível que os cidadãos possam ter um cadastro pessoal, votar em determinado candidato sem ser identificado e receber comprovante da transação, que não poderá ser alterada posteriormente. Essa seria uma maneira mais segura e transparente, pois permite que seja feita auditoria do processo, já que se trata de um protocolo imutável e distribuído de forma descentralizada em todos os dispositivos da rede.

Na forma em como vendemos

Falando de quebra de paradigmas sociais e filosóficos, o blockchain veio para resolver problemas que nem o governo estava sendo capaz de resolver como, por exemplo, a venda de alimentos de pequenos produtores para grandes compradores. Os pequenos agricultores poderão controlar toda produção de suas plantações, gerando certificados de origem rastreáveis, atestando qualidade de suas produções, podem também tokenizar suas safras e negociar com os grandes compradores de igual para igual, além de negociar de forma dinâmica com o mundo inteiro, agilizando o fomento de capital para áreas rurais. Assim, diversos produtores de uma mesma região podem juntos se tornar independentes do sistema hoje estabelecido e passar a vender a safra para um ou vários compradores mudando o comportamento das pessoas e economia daquele local.

Em resumo

A liberdade e a resolução de problemas que o blockchain traz para diversas situações do dia a dia é a resposta para o questionamento inicial. Essa abertura de pensamento possibilita novas maneiras de enxergar as relações, de ter a imaginação sem fronteiras para despertar a criatividade em solucionar episódios que podem ser melhorados com segurança e transparência através desse arranjo tecnológico. Blockchain não só nos faz pensar como devemos guardar ou manipular os dados, mas nos empodera deles, nos levando a repensar como as grandes empresas, bancos, ferramentas de mídias sociais e plataformas usam os nossos dados de forma indevida, sem nossa autorização. Com isso, passamos a ser mais exigentes, e as empresas e soluções futuras terão que mudar sua visão de mundo central para o mundo de todos, tomando para si a filosofia da descentralização. Dessa maneira, teremos uma mudança nas relações e no avanço da tecnologia. Com toda sua robustez, este protocolo, sem dúvidas, faz parte da quarta revolução industrial, e são essas as possibilidades que surgirão, mas que não existiriam caso a descentralização proposta através do blockchain não viesse à tona.

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