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Escola: Preparando jovens de hoje para a profissão de ontem

Mateus Baumer 30/01/2019 11h00

As escolas brasileiras pararam no tempo, engessadas por regras da grade curricular imposta pelo estado, que desestímulam qualquer inovação

Se o adulto de hoje está, a cada dia mais, perdendo o emprego para os bots, como será, no futuro, para as próximas gerações? Elas estão sendo preparadas para as outras mudanças que virão com as inovações tecnológicas que surgem constantemente? A resposta é: definitivamente, não!

Hoje, em uma casa minimamente equipada com tecnologias como tablets e televisões tipo Smart, as crianças têm acesso a conteúdo “on demand”, a qualquer hora do dia, estimulando escolhas. Não é mais necessário esperar o horário daquele desenho favorito passar, como seus pais faziam. E assim elas se divertem e assimilam conhecimento, através de uma dinâmica totalmente diferente daquela que acontecia há alguns anos.

Enquanto isso, as escolas brasileiras pararam no tempo, engessadas por regras da grade curricular imposta pelo estado, que são um verdadeiro desestímulo a qualquer tipo de inovação que poderia surgir entre os estudantes. Mesmo as escolas particulares, que têm a oportunidade de incluir atividades extras, têm como objetivo principal estar entre as melhores do ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Longe de ser um estímulo à criatividade, o exame coloca todos os estudantes dentro da “mesma caixa”, sem respeitar as potencialidades e, mais do que isso, os interesses de cada um.

Como resultado, temos cada vez mais crianças e jovens desinteressados pelos estudos. Sem estímulos para serem criativos e inovadores. E, sem dúvida, despreparados para enfrentar todas as transformações trazidas pelas inovações tecnológicas ao mercado de trabalho.

Se por um lado, em casa e nas ruas, temos uma nova realidade, uma nova dinâmica no aprender, por outro lado, as crianças são podadas e fadadas a aprender coisas que dificilmente serão úteis para ajudá-las a enfrentar os desafios da vida adulta, inclusive a inserção cada vez mais abrangente de bots em empresas das mais diversas áreas.

Neste contexto, o grande risco é terceirizar nossas responsabilidades por acreditar que elas sejam do estado. Compare as relações familiares de antigamente: além dos incentivos afetuosos intrínsecos existentes, também existia um ponto socio-biológico de existência e proliferação da espécie. Pais tratavam bem e incentivavam seus filhos a serem bem-sucedidos pois eles seriam os cuidadores deles em sua velhice. Com a previdência estatal, essa parte do estímulo cai por terra e vemos muito mais famílias disfuncionais do que nunca.

Na lógica atual da pirâmide previdenciária, o filho de alguém da sociedade vai pagar a previdência para você quando ficar velho, não necessariamente seu filho. Fica claro também na indiferença das pessoas, até a caridade foi terceirizada de maneira impositiva. Como você paga imposto, quando vê alguém necessitado coloca a responsabilidade no governo, pois já que paga impostos, ele deveria cuidar dessas pessoas.

O perigo disso? Passar a responsabilidade de educar seus filhos para o estado ou de instituições reguladas por ele, usando a mesma lógica do imposto.

O caminho a seguir? Estimule seu filho, tome a educação dele como sua responsabilidade, conheça quem ele é, entenda o perfil, para que se invista no seu verdadeiro potencial, auxiliando no seu desenvolvimento, sua autoconfiança e motivação para enfrentar o que vier pela frente.

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