Un grupo de científicos del Japón está usando nove cobras que vivem na região de Fukushima, no Japão, para medir a radiação do local. Os animais foram equipados com dosímetros e rastreadores GPS para realizar as medições.

Uma usina nuclear localizada na cidade foi atingida por um tsunami em março de 2011. O maremoto derreteu três dos seis reatores do local, o que causou um dos maiores acidentes nucleares da história. Porém, 10 anos depois, parte das pessoas que fugiram de Fukushima, já voltaram para casa.

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O uso das cobras se deu como uma ideia para os pesquisadores, que precisam medir os níveis de radiação em uma área de mais de 11 mil hectares. Essa área segue cercada e ainda inabitada, entre esses locais, está a chamada Zona de Exclusão de Fukushima.

Uma boa escolha

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Cobras são uma boa escolha para monitoramento de radiação por estarem em um papel intermediário na cadeia alimentar. Crédito: Hannah Gerke/Georgia University

Apesar de não ser óbvia, os pesquisadores acreditam que as cobras foram uma boa escolha, já que se tratam de animais que são muito importantes dentro de muitos ecossistemas. Segundo eles, os répteis podem atuar tanto como predadores, quanto como presas na cadeia alimentar.

De acordo com a pesquisadora da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, e autora principal do estudo, Hannah Gerke, por seu papel intermediário na cadeia alimentar, as cobras têm potencial de acumular contaminantes presentes nas presas e depois contaminarem os depredadores.

Com isso, caso as cobras tenham sido expostas a altos níveis de radiação, o restante do ecossistema também será. De acordo com os pesquisadores, essa é uma forma bastante eficaz para medir qual a real situação da saúde ecológica geral del área.

Não é tudo igual

O uso das cobras levou os pesquisadores a descobrirem que os níveis de radiação variam de um local para outro. Isso sugere que os isótopos radioativos não caíram de maneira uniforme em toda a área próxima a Fukushima, com os níveis de radiação dependendo da geografia do terreno, por exemplo.

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Cobras que selecionaram locais diferentes dentro de uma mesma área apresentaram níveis variados de radiação, mesmo estando relativamente próximas. Segundo os pesquisadores, isso sugere que a Zona de Exclusão de Fukushima é mais complexa do que parece.

Vía: El guardián

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