Segurança

Espionagem / Segurança
Compartilhe com seus seguidores
A A A

Segurança: velhos problemas, novos desafios

Camillo Di Jorge 30/07/2013 07h00

Segundo estudo da ESET, 73% das empresas Brasil tiveram problemas com segurança da informação nos últimos meses

Derivado do latim (Securitas), o termo segurança abrange hoje uma variadíssima gama de conceitos. Em linhas gerais, refere-se a tudo aquilo que está protegido de perigos, danos ou riscos.  

A preocupação com a segurança é um assunto tão antigo quanto a própria humanidade. Já no tempo das cavernas, as estratégias para proteger-se de predadores eram uma questão essencial de sobrevivência. O que mudou, desde então, é a forma como as pessoas lidam com essa questão e os riscos a que estão expostas.

Um marco recente na história que tem revolucionado o conceito de segurança foi o surgimento e a disseminação da internet. Ela acabou com fronteiras e proteções físicas tradicionais e propiciou o surgimento de novos tipos de ameaças, praticadas por cibercriminosos. O que tem obrigado pessoas e empresas a repensarem estratégias e ferramentas de proteção.

Do lado das empresas, existe uma tendência de aumento no número e na complexidade dos ataques realizados por cibercriminosos, com o intuito de roubar informações e infectar organizações. Como reflexo, uma recente pesquisa realizada pela ESET mapeou que 73% das corporações instaladas no Brasil tiveram problemas com segurança da informação nos últimos meses. Entre as principais ameaças identificadas estão os malwares (códigos maliciosos), que afetaram 58% dos entrevistados.

A boa notícia é que se, por um lado, há um aumento e uma complexidade do cibercrime, em contrapartida, cresce a oferta de tecnologias voltadas à segurança da informação – que cobrem um amplo espectro de ameaças e ambientes. Mas, por si só, isso não garante que as empresas estão 100% seguras, uma vez que, assim como no tempo das cavernas, a proteção depende não só das ferramentas adequadas como de um comportamento seguro por parte dos usuários.

O que se vê na prática é uma visão equivocada em boa parte das empresas, que focam os investimentos em tecnologias para segurança da informação e colocam em segundo plano as ações voltadas a educar os funcionários. A própria pesquisa da ESET confirma essa tendência: enquanto 81% das organizações brasileiras entrevistadas têm um antivírus instalado, só metade delas mantém ações periódicas de educação e conscientização dos funcionários, no sentido de minimizar riscos relacionados à segurança.

Essa equação – mais investimentos em tecnologia e menos investimentos em educação – cria também uma falsa sensação de segurança para muitas organizações. Já que, enquanto elas acreditam que estão protegidas por soluções tecnológicas, a maioria ignora que muitos dos incidentes, como vazamento de informações e infecção por malwares, ocorre por conta de descuido ou falta de conhecimento dos usuários em relação às melhores práticas de segurança.

Enfim, o caminho para a segurança da informação nas empresas passa hoje pela conjunção da tecnologia adequada e políticas para conscientização dos usuários. E o assunto só tende a ficar mais complexo, se considerarmos as novas formas de acesso às informações corporativas, com o uso de dispositivos móveis pessoais, que fogem aos controles tradicionais de TI. Mas deixo essa discussão para uma próxima oportunidade. 

Segurança Antivírus empresa Empresas Corporativismo
Compartilhe com seus seguidores
Você faz compras Online? Não deixe de conferir a nova extensão do Olhar Digital que garante o preço mais baixo e ainda oferece testadores automáticos de cupons. Clique aqui para instalar.

Recomendados pra você