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Proteção de dados e inteligência artificial

Jaime de Paula 27/02/2019 09h17

Pessoas mal intencionadas, ou mal orientadas, são responsáveis por boa parte da violação de dados

A proteção de dados pessoais é um assunto que ganha cada vez mais relevância. Não é preciso pensar muito para lembrar de alguns casos recentes de vazamento de informações que viraram manchetes de jornal. Esses casos apresentam um ponto em comum – o fator humano representa papel importante nessas situações de violação de dados.

Curiosamente, de acordo com estudos da Kaspersky, referência mundial quando o assunto é segurança virtual, um dos maiores riscos para a proteção de dados é justamente o fator humano.

Pessoas mal intencionadas, ou mal orientadas, são responsáveis por boa parte da violação de dados; seja ativamente fazendo buscas que possam beneficiá-las (os hackers, por exemplo), seja divulgando informações importantes sem perceber.

Uma das alternativas para minimizar esse problema se relaciona com a inteligência artificial. Em resumo, de acordo com a enciclopédia britânica, inteligência artificial é uma série de programas que são desenvolvidos para realizar uma ou mais tarefas de forma semelhante a que uma pessoa o faria – raciocinando, encontrando significados, tomando decisões e resolvendo problemas.

Quanto maior a capacidade de processamento da inteligência artificial, mais eficiente ela se torna. Empresas de Big Data Analytics, como a Neoway, identificaram essa utilidade e já empregam a metodologia em suas plataformas. O resultado é mais precisão do data analytics em um ambiente mais seguro.

Isso acontece porque a inteligência artificial - responsável por coletar e tratar grandes quantidades de informação estabelecendo correlações de forma automatizada e sem interferência humana em um tempo de processamento extremamente baixo - também é capaz de identificar e descartar, de forma apropriada e segura, dados e informações excessivas, garantindo a integridade do ambiente operacional.

Esta metodologia está alinhada aos padrões técnicos de segurança previstos tanto na legislação brasileira (Lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados) quanto na legislação estrangeira (Regulamento (EU) 2016/679 – Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados – GDPR, em inglês).

A União Europeia reconheceu que decisões automatizadas, aquelas realizadas por inteligência artificial, podem ser benéficas para indivíduos e empresas, aumentando eficiências e poupando recursos, conforme apontado nas orientações sobre as decisões individuais automatizadas e a definição de perfis para efeitos do Regulamento (UE) 2016/679.

Sendo assim, é de suma importância que todas as empresas que lidam com dados e informações sigilosas se preocupem com essa realidade, antecipando-se ao cenário regulatório e incentivando a adoção da inteligência artificial como uma forma de proteger os dados tratados, atualmente considerados um dos principais ativos das organizações.

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