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A nova cibersegurança não protege mais os dispositivos. Protege os usuários

Roberto Rebouças 04/10/2018 20h00

A segurança adaptativa chega para trazer uma nova visão para segurança digital, pois vai além de um antivírus tradicional

O mundo físico mudou muito nos últimos 20 anos. E, quando pensamos no online, percebemos ainda mais essas transformações. De acordo com dados da Internet Live Stats, menos de 1% da população mundial tinha uma conexão pessoal com a internet em 1995 – e, agora, os informações mais recentes mostram que ela está acima de 46%. Não há dúvidas que a mudança foi exponencial e que o número de usuários de internet cresceu dez vezes entre 1999 e 2013. De acordo com nossas métricas, no segundo semestre de 2017, cada família tinha uma média de seis dispositivos conectados no mundo.

A partir dessa evolução na Internet, a necessidade de proteger a vida digital dos usuários tornou-se mais do que necessária. Para se ter uma ideia, as pessoas vivem vidas digitais complexas em que elas podem chegar a ter até 14 contas na Internet associadas a serviços ou aplicativos – protegidos por senha e acessados de maneiras diferentes. Esse estilo de vida online está deixando muito mais pessoas expostas às ameaças cibernéticas, uma vez que existem mais pontos de entrada para os cibercriminosos do que poderia ter sido previsto em 1995.

Uma nova abordagem


Atualmente, as ameaças online seguem o indivíduo, cuja vulnerabilidade varia de acordo com seus comportamentos e o ambiente em que está. É por isso que a segurança adaptativa chega para trazer uma nova visão para segurança digital, pois vai além de um antivírus tradicional. Ela oferece proteção personalizada para as necessidades de usuários, com base em seu comportamento online, dispositivos, localização e muito mais.

A necessidade de segurança cibernética adaptável já é reconhecida nos círculos industriais e empresariais, mas trazê-la para um mercado doméstico tem desafios próprios, pois esse usuário é mais vulnerável a uma gama muito ampla de ameaças e, às vezes, ingênuo quanto à sua segurança.
Com essas preocupações em mente, fica evidente que cada pessoa é única e seu comportamento online também. Por isso, a importância de termos soluções de segurança personalizadas que nos protejam das várias ameaças que enfrentamos em nossos respectivos mundos digitais. E com uma tecnologia adaptativa, conseguimos ter proteção personalizada de acordo com cada necessidade, independentemente do comportamento online e dos dispositivos aos quais estamos conectados, por exemplo.

Pode não ser uma surpresa saber que minha família tem vários dispositivos plugados à minha rede doméstica. Afinal, eu faço parte deste mundo conectado. Mas e se algum dispositivo desconhecido tentar se intrometer? É aí que entra um aviso automático que informa sobre essa nova conexão – caso eu reconheça o dispositivo como pertencente a um membro da família, ele oferecerá proteção imediatamente. Caso contrário, a solução fornecerá instruções sobre como impedir que ele e outros do mesmo tipo se conectem à nossa rede.

Essa tecnologia antecipa e funciona como um complemento, oferecendo conselhos úteis, atualizando automaticamente a segurança da Internet e dos dispositivos, com um único objetivo: proteger nossos estilos de vida digitais do perigo, mesmo que não tenhamos conhecimento abrangente de segurança online. No caso das famílias, vale reforçar que existem as preocupações adicionais, como a proteção de crianças e entes queridos que podem estar vulneráveis.

Assim, por exemplo, se um indivíduo estiver usando o dispositivo conectado a um Wi-Fi público inseguro, será sugerido automaticamente que ele mude para uma conexão segura via VPN. Além disso, se um usuário tiver um endereço de e-mail que usa para fazer login em várias contas, mas há o risco de vazamento de dados por um desses sites, são enviadas recomendações para aumentar a segurança do usuário alterando senhas ou excluindo possíveis contas.
Para usuários do Android, essa solução também ajuda a otimizar o desempenho e economizar espaço no dispositivo, uma vez que analisa atentamente os níveis de bateria e sugere a remoção de aplicativos que não são usados por mais de três meses. Enquanto isso, a solução avalia o desempenho do disco rígido para usuários de desktops, procurando pontos problemáticos e fornecendo conselhos úteis sobre backups para manter a experiência online dos usuários a mais tranquila e segura possível.

Estamos vivendo uma nova era

Esses são apenas alguns exemplos de como a conectividade mudou nossas vidas e nossas necessidades quando pensamos em segurança. Estamos vivenciando uma era "pós-PC" e que faz com que muitos consumidores – tanto industriais quanto domésticos – precisem de uma nova segurança cibernética. Na verdade, não é apenas uma simples solução antivírus compacta, mas uma abordagem sob medida que atende às nossas vidas. Certamente as técnicas antigas ainda podem funcionar para algumas situações e algumas pessoas. No entanto, hoje, os usuários precisam de muito mais para se protegerem das atividades atuais sofisticadas de criminosos cibernéticos e do aumento de pontos de entrada disponíveis para eles realizarem os ataques.


Ano passado, muitos usuários entraram em pânico quando os ransomware WannaCry, seguido pelo ExPetr, se espalharam rapidamente e chegaram às manchetes. Embora o número total de usuários que encontrou ransomwares ter caído quase 30%, de 2.581.026 em 2016-2017 para 1.811.937 em 2017-2018, eles também precisam se preocupar com as novas formas de ameaças que estão sendo desenvolvidas.

Cada vez mais fica evidente que não podemos simplesmente continuar com as mesmas respostas para diferentes perguntas e problemas, pois os ataques estão em constante evolução e muitas empresas ainda utilizam tecnologias de segurança antigas para se protegerem. Precisamos de muito mais para estarmos protegidos dessa ampla gama de ataques. Por isso que, nesta nova era “pós-PC” e “pós-antivírus”, por assim dizer, o foco está voltado para a proteção de mais do que apenas dispositivos. Hoje, é o usuário que deve ser protegido e, mais do que nunca, podemos afirmar que o futuro da segurança cibernética é adaptativo.

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