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Facebook processa empresa israelense por tentar hackear WhatsApp

Redação Olhar Digital 29/10/2019 19h10
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Gigante da tecnologia alega que a empresa de vigilância israelense tentou invadir contas de cerca de 1.400 pessoas, entre elas jornalistas e ativistas de direitos humanos

O Facebook entrou com um processo na Justiça nesta terça-feira (29) contra a empresa de vigilância cibernética israelense NSO Group, alegando uma tentativa de espionagem em contas do WhatsApp. O processo registra uma tentativa de acesso a contas de 1.400 pessoas em 20 países, incluindo 100 jornalistas e ativistas de direitos humanos.


O WhatsApp descobriu o ataque aos seus usuários após uma investigação em colaboração com o Citizen Lab, um grupo de pesquisa afiliado à Universidade de Toronto. A averiguação teve início após os colaboradores identificarem que a empresa de vigilância cibernética estava explorando uma brecha de segurança do aplicativo para invadir a conta de um advogado em Londres.

O advogado representou vários demandantes em processos contra a NSO Group por fornecer ferramentas para invadir telefones de um dissidente da Arábia Saudita, que reside no Canadá, um cidadão do Catar e um grupo de jornalistas e ativistas mexicanos.

O processo alega que a NSO Group foi responsável por uma falha de segurança que permitiu que invasores em potencial instalassem spywares por meio de um telefonema, relatado pela primeira vez em maio pelo Financial Times. O WhatsApp informou os clientes que foram afetados, e vai buscar uma liminar permanente que proíba a empresa invasora de seu serviço. Além disso, eles também instaram legisladores a proibir a venda de ferramentas cibernéticas para hackerismo, como as que são vendidas pela NSO Group.

"Concordamos com o apelo do relator especial da ONU para a liberdade de expressão, David Kaye, por uma moratória sobre esses ataques", afirmou o WhatsApp em comunicado. "Deve haver uma forte supervisão legal de armas cibernéticas como a usada neste ataque para garantir que elas não sejam usadas para violar direitos e liberdades individuais que as pessoas merecem onde quer que estejam no mundo".

A NSO Group negou as acusações e disse que planeja "combatê-las vigorosamente". "O único objetivo do NSO é fornecer tecnologia às agências governamentais de inteligência e aplicação da lei para ajudá-los a combater o terrorismo e crimes graves", afirmou a NSO em comunicado. "Nossa tecnologia não foi projetada ou licenciada para uso contra ativistas de direitos humanos e jornalistas. Ela ajudou a salvar milhares de vidas nos últimos anos".

Fonte: The New York Times/Cnet

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