Segurança

A Entrevista

Ativismo hacker está se fundindo com terrorismo, diz Kaspersky

Leonardo Pereira 18/12/2014 11h15
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O caso dos ataques à Sony que culminaram no cancelamento do filme “A Entrevista” pode ser uma pequena amostra do que vem por aí em termos de ativismo digital, segundo Eugene Kaspersky, CEO da empresa de segurança que leva seu nome.

Em texto publicado nesta quinta-feira, 18, o executivo comenta que, mesmo se não houver relação de fato entre o grupo que hackeou a Sony e terroristas, a ameaça de um ataque ao estilo 11 de setembro os coloca no mesmo patamar.

“Uma fusão entre grupos de ativistas hackers e organizações terroristas tradicionais tem sido um medo para mim por anos. E agora, hacking está apenas a um pequeno passo de distância do terrorismo global real”, comenta ele.

Ainda não se sabe se o caso tem envolvimento de algum governo, mas, embora o FBI tenha descartado participação do mais provável - o norte-coreano -, o New York Times afirma ter fontes oficiais dos Estados Unidos que acreditam na tese.

Se isso se comprovar, terá sido o primeiro caso de hacking governamental a usar táticas tradicionais de terrorismo para enfraquecer um inimigo.

"O que acontecerá da próxima vez?”, questiona Kaspersky.

 
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