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Europa quer expandir 'direito ao esquecimento' na web para o mundo todo

Redação Olhar Digital 27/11/2014 09h11
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Depois de conseguir que Google, Bing e outros buscadores concedam o direito ao esquecimento a internautas de seu território, a União Europeia agora quer estender o recurso ao mundo inteiro.

Desde maio, os buscadores são obrigados a sumir com links que sejam alvo de reclamações. Isso inclui, em casos extremos, pedófilos que querem que notícias relacionadas à sua prisão deixem de aparecer nas buscas pelo seu nome, médicos negligentes que querem apagar os casos da internet. Políticos pedem remoção de material contra eles, e empresas pedem o sumiço de avaliações negativas de seus serviços.

Em apenas dois meses, só o Google recebeu 70 mil pedidos de "esquecimento", mas eles só afetam as versões locais do site, como o google.fr na França e o google.de na Alemanha, o que parece ineficiente, porque é muito simples acessar a versão global, google.com, e conferir o conteúdo completo do buscador.

"De acordo com as análises legais e técnicas que estamos fazendo, eles deveriam incluir o '.com'", disse à Reuters Isabelle Falque-Pierrotin, líder do órgão que trata de privacidade na França. O Google afirmou que ainda não analisou os termos a serem apresentados pela União Europeia, mas anteriormente a empresa havia discordado da necessidade de levar o direito ao esquecimento para a versão global. 
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