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Kaspersky abre seu software para rebater acusações de espionagem

Juliana Américo
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A empresa de segurança Kaspersky está tendo um ano difícil quando o assunto é a relação com os Estados Unidos. Em uma tentativa de resolver essa situação, a empresa russa está abrindo o código-fonte do seu software antivírus para análises independentes de terceiros.


Segundo informações divulgadas pela Reuters, a empresa afirmou em uma declaração que enviaria o código-fonte de seu software e futuras atualizações de produtos para análise de especialistas em segurança para provar que seus produtos não foram usados por hackers ou pelo governo russo para espionar o governo norte-americano.

O objetivo é abrir três “centros de transparência” na Europa, Ásia e Estados Unidos até 2020, sendo que o primeiro deve começar a funcionar em 2018. Através desses centros, qualquer pessoa poderá acessar os resultados das análises externas. "Não temos nada a esconder", afirma o presidente e CEO da companhia, Eugene Kaspersky. "Com essas ações, poderemos superar a desconfiança e apoiar o nosso compromisso de proteger as pessoas em qualquer país do nosso planeta."

A Kaspersky não nomeou os revisores externos, mas disse que eles terão fortes credenciais de segurança de software e serão capazes de realizar auditorias técnicas, revisões de código-fonte e avaliações de vulnerabilidades.

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