Tim Cook

Para Tim Cook, colaborar com o FBI seria criar software "equivalente ao câncer"

Gustavo Sumares
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Durante uma entrevista dada ao noticiário estadunidense ABC News ontem à noite, Tim Cook, o CEO da Apple, declarou que, em sua opinião, submeter-se às ordens do FBI no caso do atirador de San Bernardino seria criar "o equivalente, em software, ao câncer".

"O único jeito de [de destravar o iPhone] seria escrever um pedaço de software que nós vemos como uma espécie de equivalente, em software, ao câncer. Nós achamos que é uma má ideia escrevê-lo, e nós jamais o escreveríamos", disse Cook.

Essa foi a primeira aparição pública de Cook após a Apple publicar uma carta aberta na qual se negava a se submeter a uma decisão judicial que exigia que a empresa burlasse a segurança de seus iPhones. Para o CEO da empresa, a questão central do caso é saber se "o governo pode obrigar a Apple a escrever um software que deixaria vulneráveis centenas de milhares de consumidores no mundo todo".

Cook declarou ainda que a empresa já cooperou com a investigação. "Eles vieram até nós e pediram toda a informação que tínhamos sobre esse celular, e nós demos tudo. Mas esse caso não é sobre um celular. Esse caso é sobre o futuro", disse.

O CEO da Apple ainda admitiu que "opor-se ao seu governo em uma questão que não lhe parece correta" é uma posição "muito desconfortável", mas que pretende "manter-se firme nesse princípio". "Há provavelmente mais iformação sobre você no seu smartphone do que na sua casa inteira", disse.
Segurança iPhone Apple justiça Política criptografia Tim Cook
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