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Reconhecimento facial

Reconhecimento facial: como funciona a tecnologia

Redação Olhar Digital 03/03/2011 09h15
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Sistema de identificação tem um índice de acerto próximo de 100% e consegue analisar 100 mil rostos por segundo

Uma câmera e um programa adequado. Só isso basta para identificar uma pessoa, automaticamente, por meio do reconhecimento facial. Uma tecnologia que, a partir de pontos e medidas do rosto - como o comprimento da linha da mandíbula, tamanho do crânio, distância entre os olhos, largura do nariz, entre outros - consegue identificar os indivíduos.

E a tecnologia é mais eficiente do que as pessoas imaginam. No caso de gêmeos idênticos, por exemplo, o sistema consegue captar diferenças que não são vistas a olho nu. "Alguma distância entre os olhos, o tamanho do nariz ou do lábio servem como diferença para que o software identifique se um indivíduo é ele, ou não", conta Mauricio Nozaki, diretor de tecnologia.

Na prática, o sistema funciona da seguinte forma, um software "lê" os pontos do rosto de uma pessoa e, automaticamente, os codifica em uma sequência digital. Isso cria um número, que passa a ser a identificação de um determinado indivíduo. Ou seja, toda vez que ele passar por aquela câmera, as suas informações faciais serão comparadas com um banco de dados. E a pessoa pode ser identificada, independentemente do corte de cabelo, do uso ou não de óculos, por exemplo.
 
Como o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, a precisão do reconhecimento facial é sempre muito alta, normalmente muito perto dos 100%. E o sistema é rápido, conseguindo identificar até 20 rostos simultaneamente, a uma velocidade de 100 mil faces por segundo.

"Não tem erro, o que ele mostra é uma imagem comparada a outra que já foi armazenada anteriormente. Então, ele compara as duas imagens e fala qual a porcentagem de similaridade que existe nesses dois meios", explica Nozaki.

Entre os métodos de segurança mais comuns, a biometria facial é um dos mais difíceis de ser burlado, nas ainda é pouco utilizada no Brasil. E suas aplicações vão muito além de identificar um suspeito em meio a uma multidão, por exemplo. A biometria do rosto também pode ser uma forma menos intrusiva de identificar pessoas nas empresas, academias, condomínios e até escolas.

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