Saiba como funciona o filtro contra pornografia infantil do Google

Renato Santino 05/08/2014 13h40
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O Google foi responsável pela prisão do americano John Henry Skillern, de 41 anos, pela acusação de manter pornografia infantil em seu Gmail. O caso gera polêmica, porque entra com toda a força na discussão “privacidade x segurança”, indicando que todas as mensagens que passam pelo serviço são escaneadas. A empresa, em sua defesa, diz que o scan é feito por sistemas automatizados usados exclusivamente no combate à pedofilia.

No ano passado, em entrevista à publicação britânica The Daily Telegraph, o diretor jurídico do Google, David Drummond, explica que a tecnologia é usada desde 2008. Desde então, tem sido construído um banco de dados capaz de reconhecer imagens de abuso infantil já cadastradas em seu buscador, ou então na caixa de entrada do Gmail. Ao encontrar estas imagens, as autoridades são notificadas.

Para isso, é usada a tecnologia PhotoDNA, desenvolvida pela Microsoft, mas doada para o NSMEC (Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Abusadas, na sigla em inglês). Facebook e Twitter são outras empresas que adotaram o sistema, que permite o reconhecimento de imagens já conhecidas, mesmo se tiverem sido alteradas, por meio de uma espécie de “impressão digital” da imagem. O Google, inclusive, possui um software próprio chamado Video ID para identificação de vídeos.

As tecnologias podem ter ajudado a pegar Skillern nesta ocasião, mas ela ainda tem um problema sério que é a incapacidade de reconhecer novas imagens. Apenas o que já está registrado no banco de dados é percebido pelo scan. Além disso, claro, o fato de que basicamente todas as imagens precisam passar por esta varredura também levanta questões sobre privacidade.

A empresa, inclusive, admite e não esconde que, sim, faz a verificação de sua caixa de entrada no Gmail atrás de palavras-chave para fins de publicidade. No entanto, segundo a empresa, apenas a pornografia infantil dispara os alarmes do serviço; nem mesmo outras atividades criminais geram este tipo de reação, como “usar o e-mail para tramar um assalto”.

Via The Verge

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