Konami teria encerrado produção de jogos grandes, exceto PES

Mais um indicativo que a Konami, grande desenvolvedora e distribuidora de jogos, como conhecemos está indo para a cova: os relatos que vêm de dentro da companhia indicam que a empresa não tem planos de lançar nenhum jogo “triplo A”, a categoria dos games de grandes orçamentos para desenvolvimento e marketing, como o recém-lançado “Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain”.

As informações foram publicadas pelo site francês Gameblog e corroboradas pelo Eurogamer. Segundo as publicações, a Konami está trabalhando em Metal Gear Online, o complemento multiplayer do mais recente lançamento, e em PES 2016. Além disso, não há mais nada por vir. A empresa tem a licença para produzir um jogo da Eurocopa 2016, então é provável que um jogo possa estar a caminho, no entanto.

Em se confirmando os relatos, é provável que a empresa mantenha apenas uma grande franquia: Pro Evolution Soccer, o PES. O game anual de futebol ainda teria bons resultados e não deve ser descontinuado.

Junta-se a isso o fato de que o diretor de tecnologia da Konami Julien Merceron, segundo o Gameblog, ter deixado seu cargo, insatisfeito com o novo direcionamento da companhia, que estaria abandonando seus grandes jogos para focar-se em novos negócios, provavelmente voltados para celulares e tablets. Há pouco tempo, representantes da companhia já haviam se manifestado dizendo que o “mobile é o futuro”.

Os problemas da Konami já eram bem evidentes desde o início do ano, quando ficou claro o descompasso entre a companhia e Hideo Kojima e seu estúdio, a Kojima Productions, que mais tarde levou à dissolução do estúdio e à saída do game designer da companhia. Também foi cancelado o projeto de jogo “Silent Hills”, que teria o seu envolvimento. Ao que tudo indica, o grande problema aconteceu quando a Konami decidiu não bancar mais os custos altíssimos de produção dos jogos de Kojima. Estima-se que o novo Metal Gear tenha custado US$ 80 milhões para ser produzido.

A crise ficou ainda mais óbvia quando surgiu uma publicação do jornal japonês Nikkei, acusando a empresa de ter uma cultura abusiva e degradante aos seus funcionários, ao ponto de que os empregados considerados “inúteis” poderiam ser rebaixados a tarefas menores.

Por fim, há o fato de que grandes franquias da companhia, como Castlevania e Silent Hill, em vez de se tornarem games eletrônicos novos, estão sendo usados em máquinas para jogos de azar, o famoso pachinko, bastante popular no Japão, decepcionando quem esperava novos capítulos de suas séries favoritas.

Via Eurogamer 

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