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O ano do Blu-ray e das telas finas

Redação Olhar Digital 25/03/2008 16h25
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Formato foi um dos destaques de evento da Samsung

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Buenos Aires – Depois de vencida a batalha dos formatos, o Blu-ray agora segue sozinho como substituto para os atuais DVDs. Ainda restam muitas dúvidas nesse caminho, porém, pelo menos o formato está definido. Saíram vencedoras empresas como Sony, JVC e Samsung (que faziam parte do consórcio que apoiou o formato). Durante o Consumer Electronic Forum para a América Latina, realizado pela Samsung na capital argentina, algumas das principais novidades apresentadas foram mesmo players e sistemas de home theatre Blu-ray. Boa parte dos aparelhos mostrada deve chegar ao Brasil em breve – alguns deles até já estão disponíveis, o que transforma a empresa coreana numa potencial líder de mercado em solo brasileiro, caso o Blu-ray decole de verdade.

samsungDurante o evento de dois dias, realizado anualmente em diferentes países da região, representantes comerciais, distribuidores e imprensa de praticamente todos os países da América Latina foram apresentados às novas linhas de produtos que cobriram desde aparelhos de ar-condicionado, passando por lavadoras e secadoras de roupas até o que mais nos interessa: equipamentos de áudio e vídeo de última geração.

Os executivos não deixam dúvidas: o principal alvo é o mercado brasileiro. Sozinhos, respondemos por quase 50% do setor de áudio e vídeo da América Latina, mesmo incluindo nessa conta o México, país com grande população e mercado forte. Mas, o momento de estabilidade e crescimento econômico fez com que as multinacionais voltassem de uma vez por todas os olhos para as prateleiras tupiniquins. Isso não significa, no entanto, que todas as novidades realmente cheguem por aqui. O mercado do Brasil é forte e grande, mas concentrado. E, por isso, produtos realmente high end muitas vezes não chegam a ser produzidos e/ou distribuídos no mercado nacional por falta de escala.

Design embarcado

tvQuando o assunto são aparelhos eletrônicos, todo mundo evidentemente pensa nos recursos que eles oferecem e, no caso dos novos televisores, esses são muitos. A começar pela qualidade da imagem, quando o assunto são televisores. Quase todos os modelos mostrados são telas de LCD - até havia modelos em Plasma, mas em número bem reduzido.

Um aspecto que chama a atenção na linha de LCDs é um melhoramento no tempo de resposta das telas. Explicando: os LCDs sempre tiveram certa “dificuldade” de reproduzir imagens em movimento porque o tempo de resposta dos monitores às vezes não acompanha a velocidade da cena do filme ou da TV. O problema parece superado nos novos aparelhos. Um recurso chamado Auto Motion Plus foi incorporado às telas e o tempo de resposta foi diminuído para 4 ms (milissegundos) – contra 6 ou 7 milissegundos normalmente encontrados nos monitores LCD. As novas linhas mostraram, também, melhor relação de contraste: pretos muito mais pretos e, com isso, cores de modo geral muito mais vibrantes. Outra boa novidade é a profusão de entradas HDMI – atualmente, a melhor conexão para quem quer reproduzir imagens e áudio em alta definição – os aparelhos oferecem 4 entradas desse tipo.

Ou seja, do ponto de vista tecnológico, parece que estamos mesmo chegando a um formato mais definitivo de televisores. Até poucos meses, boa parte desses ingredientes era ainda muito nova para que os consumidores tivessem uma fotografia completa. Hoje, já dá para dizer: se você pensa em montar um home theatre – ou simplesmente trocar de televisão por uma tela fina – não abra mão de entradas HDMI porque elas servirão para conectar seu Blu-ray player, seu receiver de áudio e vídeo, o videogame dos seus filhos e até o set top box da TV digital brasileira. Também pense duas vezes antes de comprar um monitor que não seja Full HD porque, apesar das nossas emissoras transmitirem imagens apenas em 1080i e não em 1080p, os filmes em Blu-ray serão 1080p, os jogos dos consoles mais modernos serão muito mais reais e, afinal, já que você vai gastar um bom dinheiro numa TV nova, é melhor levar para casa uma que esteja alinhada com o que há de mais recente em termos de tecnologia.

Tecnologia, aliás, que é a base dessa indústria, ganhou a companhia de outra área que se torna cada vez mais importante. Os executivos da Samsung presentes ao evento fizeram questão de deixar claro que todos os itens tecnológicos embarcados nos diferentes aparelhos fazem sim a diferença, mas que, cada vez mais, se tornam “commodities”, ou seja, cada vez mais estarão presentes em todos os aparelhos de todas as marcas. Nas palavras de Roman Cepeda, executivo de marketing para a América Latina, “tech is not enough anymore” (tecnologia sozinha não é mais suficiente). E qual a resposta então? Design. Essa foi a segunda palavra mais ouvida nos dias do evento. E ela se materializou nas linhas das TVs, sob a forma de frisos coloridos que conferem um ar diferente às telas. Trata-se de um painel de vidro que traz cor misturada ao próprio material, numa alusão aos trabalhos dos artesãos de Murano – ilha próxima a Veneza, famosa pelos cristais coloridos. Como nas peças de Murano, também nos painéis das TVs, a incidência da luz altera a cor e agrega um toque de originalidade aos aparelhos que, geralmente, são pouco mais que grandes quadrados com bordas pretas.

Home theatre

oi

Os novos televisores são peças centrais para quem pensa em montar um home theatre, mas, depois de acabada a batalha dos formatos, os Blu-ray players também tentam garantir espaço nas salas dos consumidores. Eles ainda são caros, mas, a indústria promete queda de preços com o aumento da demanda – a novamente tão falada escala. Enquanto isso não acontece, o mercado dos novos DVDs continua restrito aos poucos que se arriscam a pagar quase 3 mil reais por um aparelho. Mas, não dá para dizer que não vale a pena. As imagens geradas a partir de um Blu-ray player, reproduzidas numa TV Full HD realmente impressionam pela nitidez. A sensação é completada pelo áudio de peso e clareza impressionantes. Aqui, novamente, dá para dizer que temos, finalmente, uma nova configuração de home theatre. Se você pensa em ter o seu, você precisará – além da TV – de um Blu-ray player, conectado via HDMI a um receiver de áudio e vídeo e o receiver, por sua vez, ligado, também por HDMI, ao seu televisor.

Alguns modelos de home theatre cujas caixas acústicas são alimentadas via bluetooth foram mostradas no evento, porém, para quem quer qualidade de áudio no máximo, ainda não dá para abrir mão dos fios. Pelo menos dos cabos que ligam o receiver às caixas acústicas. Os sistemas sem fio, em que o áudio é transmitido do receiver para as caixas via bluetooth, são bons, mas ainda não se comparam à qualidade do som que sai de caixas conectadas à velha moda. E é aí que dá para perceber todos os detalhes do áudio dos filmes e todo o peso dos baixos proporcionados pelas trilhas gravadas.

See Hee Kang, executivo da Samsung, considerado internamente um dos pais do Blu-ray na empresa é quem ajuda a traduzir: nos DVDs de hoje, o áudio vem em até cinco canais, nos formatos Dolby Digital ou DTS (infelizmente raro nos filmes distribuídos aqui). Nos discos Blu-ray, o som pode vir em quatro formatos diferentes: DTS-HD Master Audio, Dolby True HD, DTS-HD High Resolution Audio e Dolby Digital Plus.

Começo de festa

O resumo da mostra de Buenos Aires é que estamos apenas começando a experimentar tudo que essas novas tecnologias podem levar para as salas de casa. Assistir TV ou filmes no conforto do lar já não é a mesma coisa e vai mudar muito mais ainda. Para o bem ou para o mal, à medida que os aparelhos oferecem mais e mais recursos, também é preciso entrar um pouco nesse mundo para poder acertar nas escolhas, antes de assinar o cheque.

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