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Razer compra fabricante de celulares para entrar no mercado de smartphones

Renato Santino, editado por Leonardo Pereira 31/01/2017 14h50
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No ano passado, uma pequena empresa chamada Nextbit resolveu desafiar gigantes do mercado de smartphones com o Robin, um aparelho que apostava na nuvem integrada ao sistema como grande diferencial e recebeu mais de US$ 1 milhão pelo Kickstarter para tirar esse sonho do papel. O projeto foi um fracasso retumbante, e a empresa anunciou nesta semana que fechará as portas.

O fim da companhia, no entanto, é o pontapé inicial para outro projeto, que pode ser maior. A fabricante de computadores e acessórios para jogos Razer anunciou que a Nextbit seria adquirida e passaria a operar como uma divisão independente dentro da empresa.

A Razer também afirmou ao TechCrunch que deve manter a marca Nextbit como está hoje. Mais do que vontade de manter um legado, trata-se provavelmente de uma falta de opção, uma vez que a Motorola já controla os direitos sobre a marca “Razr”, o que provavelmente traria barreiras legais para o lançamento de celulares com a marca “Razer”.

Como parte da compra, a Razer decidiu parar a produção e as vendas do Robin, mas prometeu cumprir as garantias e manter as atualizações de software prometidas até fevereiro de 2018. A questão é que, como o celular se baseava no armazenamento em nuvem da própria Nextbit, se a empresa decidir desligar os servidores, os aparelhos se tornarão inúteis do dia para a noite. Ainda não há informações sobre o que acontecerá com os servidores daqui para a frente.

A Razer tem se especializado em adquirir empresas de tecnologia frustradas que nasceram a partir de grandes projetos do Kickstarter. Em 2015, a companhia comprou a Ouya, que chacoalhou o mundo ao arrecadar US$ 8 milhões para criar um console baseado em Android e fechou as portas pouco tempo depois. Até então, não há sinais de que a Razer tenha aproveitado a tecnologia adquirida em algum produto.

O que será da Nextbit sob a batuta da Razer também é um mistério. O CEO Min-Liang Tan afirma que a aquisição se deu porque as pessoas de sua empresa eram “grandes fãs” do trabalho da Nextbit “em tecnologias de celulares e de armazenamento em nuvem”, mas diz que ainda não está pronto para falar sobre planos.

Via TechCrunch

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