'Pai' da internet queria que rede se chamasse "psicohistória"

Tim Berners-Lee é o criador da World Wide Web, o padrão que serviu de base para a expansão da Internet. Foi ele que, em dezembro de 1990, efetuou a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e um servidor.

Até aqui, talvez não haja nenhuma novidade, a não ser um detalhe curioso que ficou escondido durante mais de 25 anos: Berners-Lee queria chamar os websites de "psychohistory", ou psicohistória, numa tradução literal.

A revelação foi feita pela britânica Wendy Hall, eleita em 2013 uma das mulheres mais poderosas do mundo, e pioneira em tecnologia da internet - além de professora de ciência da computação da Universidade de Southampton. Hall conhece Berners-Lee de perto. Trabalhou com ele nos projetos iniciais e fundaram juntos em 2006 a Web Science Trust, dedicada a fomentar a ciência.

O nome psicohistória foi inspirado no universo ficcional do escritor Issac Asimov, presente na obra "Fundação". Essa ciência fictícia mescla história, sociologia e matemática estatística para prever com exatidão as ações coletivas de grandes populações.

Apesar de fazer sentido aos olhos da equipe, Hall e os demais pesquisadores conseguiram convencer Berners-Lee de chamar o novo sistema apenas de Web, o que causaria menos confusão entre os futuros usuários da rede.

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