Acusações contra Julian Assange começam a expirar

Começa a se desenhar no horizonte de Julian Assange um cenário que pode significar sua libertação em não muito tempo ou, pelo contrário, o confinamento por mais alguns anos.

Faz quase cinco anos que o criador do Wikileaks está escondido na Embaixada do Equador em Londres com medo de sair e ser extraditado para os Estados Unidos, onde teria de responder judicialmente por facilitar a divulgação de documentos sigilosos do país.

Durante esse tempo, Assange também foi alvo da Justiça da Suécia, onde ele é acusado de ter cometido quatro crimes sexuais. Três desses crimes expiram dentro de uma semana, segundo o The Times, o que poderia ajudá-lo a por um fim no asilo.

O problema é que, enquanto essas reclamações são sobre ofensas sexuais, a quarta é de estupro e, pelas leis suecas, o processo só expiraria daqui a cinco anos. Caso não consiga encerrar o caso antes, Assange já sabe quanto tempo de Embaixada ainda tem pela frente.

Kristinn Hrafnsson, porta-voz do Wikileaks, disse ao Times que o processo mais grave também deveria ser encerrado. "É muito óbvio que as autoridades suecas esperaram todos esses anos. Ele não precisa limpar seu nome. Ele tem pedido para ser entrevistado em Londres por cinco anos - ele pede para que isso [o processo] possa ser continuado."

Como destaca o The Next Web, caso Assange não consiga dar um fim na reclamação de estupro e decida esperar o tempo de expiração, ao fim do prazo o ativista terá permanecido na embaixada por oito anos.

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