Anúncios de TV usam sons inaudíveis para monitorar usuários

Acha que os anúncios online estão cada vez mais invasivos? Boas notícias (só que não): os offlines também estão! Surgiu uma forma de monitorar pessoas que assistem a comerciais na TV, também, utilizando um sistema que usa ultrassom, inaudível ao ouvido humano, para coletar informações sobre o espectador.

A técnica vale tanto na web quanto em anúncios off-line, como na TV. Quando o material é exibido, ele emite sons inaudíveis que são captados por outros dispositivos, como smartphones, tablets, TVs, entre outros. Assim, é possível fazer o acompanhamento dos hábitos da pessoa entre múltiplos dispositivos.

Quando o som é captado por estes aparelhos, cookies de navegador passam a ser capazes de ligar um usuário a múltiplos dispositivos. Assim, é possível saber a quais comerciais a pessoa assiste e por quanto tempo ela assiste. Graças à integração com outros dispositivos, também é possível saber se a pessoa realiza alguma ação sobre o anúncio, fazendo uma busca na internet, por exemplo. Além disso, também é possível para os anunciantes saberem quais tipos de dispositivos a pessoa usa regularmente.

A prática já está gerando discussões entre as autoridades dos Estados Unidos, já que se trata de uma questão séria de invasão de privacidade, e grupos ativistas como o CDT (Centro para Democracia e Tecnologia) já repudiam o método.

Um documento divulgado pelo CDT cita como principal vilão uma empresa chamada SilverPush. O comunicado conta que quando um usuário encontra um anunciante SilverPush na web, o anunciante cria um cookie no navegador e, ao mesmo tempo, reproduz um áudio ultrassônico pelos alto-falantes do computador ou outro dispositivo. O código sonoro é entendido por outros aparelhos que tenham aplicativos instalados que tenham usado o kit de desenvolvimento da SilverPush.

No caso das TVs, o áudio também é silenciosamente transmitido pelo recinto e captado por aplicativos instalados em aparelhos.

Até abril de 2015, a plataforma da SilverPush já era usada em 67 aplicativos que monitoravam 18 milhões de smartphones. Em nenhum destes apps a prática é explícita e não há forma de evitar o monitoramento. A empresa também não divulga quais são os aplicativos que usam sua plataforma.

Via Ars Technica

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