Após decreto de Trump, Broadcom desiste da aquisição da Qualcomm

Após duas propostas oficiais e um decreto do presidente dos Estados Unidos proibindo o negócio, a Broadcom desistiu oficialmente de adquirir a Qualcomm no que seria a maior fusão da história da indústria de tecnologia.

A Broadcom publicou um comunicado em seu site oficial com a desistência do negócio. A empresa se diz "decepcionada com o resultado" fracassado da negociação e vai desistir também de nomear diretores para a Qualcomm.

As conversas para uma fusão entre as duas empresas começaram no ano passado com a Qualcomm recusando uma oferta inicial de aquisição pela Broadcom. A segunda oferta feita foi de US$ 146 bilhões, sendo que US$ 121 bilhões seriam para tomar o controle da Qualcomm e os outros US$ 25 bilhões referentes a uma dívida que seria assumida pela empresa com sede em Cingapura.

Enquanto as duas empresas negociavam valores maiores para concretizar a fusão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu intervir. Ele assinou um decreto na segunda-feira, 12, proibindo o negócio entre as companhias com base em questões de segurança - Trump disse que existiam "evidências sólidas" de que a Broadcom poderia "realizar ações que ameaçassem a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Apesar de desistir do negócio, a Broadcom mantém outro plano que estava relacionado à fusão de pé: em uma reunião com acionistas a ser realizada no dia 23 de março, a empresa vai discutir a possibilidade de mudar sua sede para os Estados Unidos.

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