Apple investe em inteligência artificial, mas quer manter privacidade

A Apple pode estar pensando em ampliar o alcance de sua tecnologia de inteligência artificial. De acordo com a agência Reuters, a empresa deve contratar quase 90 especialistas na área, com o objetivo de desenvolver ferramentas que respondam ao usuário antes de ele perguntar.

Um ex-funcionário da companhia revelou que o número de profissionais da área triplicou nos últimos 4 anos, quando a Siri foi lançada. De lá para cá, assistentes do Google e da Microsoft se desenvolveram mais, conseguindo até aprender com sobre os hábitos do usuário com o passar do tempo. Agora, a Apple está correndo atrás do prejuízo. O iOS 9, que será lançado neste mês, deve trazer uma assistente ainda mais inteligente.

De acordo com especialistas, a grande dificuldade da empresa deve ser o acesso aos dados das pessoas. Quanto maior o número de informações de hábitos de usuários, mais inteligente a assistente pessoal é. A Apple possui uma série de restrições de privacidade, usando os dados de cada um dos usuários
individualmente, sem enviá-los a uma base na nuvem, onde poderiam ser analisados em conjunto."Eles querem desenvolver um sistema que responde rapidamente sem o conhecimento do resto do mundo. É muito difícil fazer isso", explica Joseph Gonzalez, co-fundador do Dato, uma startup que trabalha na área.

Questionado, um porta-voz da Apple afirmou que a empresa "acrescenta a inteligência artificial à toda experiência do usuário, sem comprometer a sua privacidade". Caso tenha sucesso em seu objetivo, a fabricante do iPhone pode obrigar as concorrentes a serem mais cuidadosas. "As pessoas podem começar a pedir ao Google para obter mais privacidade", conta Gonzalez.

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