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Banco de dados: para onde vão os dados que fornecemos no dia a dia?

Stephanie Kohn 09/11/2012 12h11
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Estabelecimentos e sites sabem mais sobre seus hábitos do que você imagina. Saiba onde suas informações podem parar

Quando você chega na balada, qual é a primeira coisa que faz? Se você respondeu pegar um drinque, errou. Para entrar em alguma casa noturna, primeiro você deve fornecer alguns dados pessoais para pegar sua comanda e, então, poder se dirigir ao bar. Em uma loja não é muito diferente. Na hora de pagar, os vendedores sempre nos bombardeiam com perguntas como nome completo, CPF, RG, telefone, endereço...

Todos esses dados vão diretamente para softwares de Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM). E é por meio desses programas que os estabelecimentos começam a te conhecer e descobrir do que gosta. Com esse arsenal de informações, fica fácil dos donos dos estabelecimentos saberem a sua idade, local que você mora, dias que você costuma sair e até que bebida mais gosta. Isso sem falar no seu email, telefone, rede social e média de gasto no local.

No caso de uma balada, por exemplo, é necessário que você forneça algum dado pessoal para que o estabelecimento tenha um link com a sua pessoa. Isso porque o número da comanda precisa estar ligado ao cliente. Neste caso, segundo Fábio Nardelli, diretor comercial da OZ Technology, empresa por trás do software de gerenciamento E-poc, esses dados são essenciais, pois se alguém perde a comanda, só será possível saber de quem ela é se o cartão estiver linkado com alguma informação, como RG ou CPF. Fora isso, Fábio lembra que ainda há a necessidade de checar os documentos, apenas para saber se a pessoa tem idade suficiente para freqüentar o local.

Já as demais informações servem apenas para que a casa noturna saiba mais sobre você. O software armazena na memória quais bebidas você consumiu em que dia da semana e em quais horários, e descobre que tipo de cliente esteve presente naquela noite. "Com isso nas mãos, o dono da balada vai poder negociar melhor com o patrocinador. Ele vai saber que na quinta o pessoal sempre bebe mais cerveja, por exemplo. Por isso, não vale a pena fazer uma festa de uma marca de vodka neste dia", comenta.

Fábio ainda explica que em um restaurante ou bar, não se faz necessário linkar nenhuma informação com a pessoa, pois os dados de consumo dos clientes podem ser facilmente ligados às mesas. O mesmo acontece com as lojas. As vendas das roupas não precisam estar associadas a uma pessoa, pois as peças estão linkadas com o estoque. Ou seja, todas as informações pedidas a mais são por pura curiosidade dos estabelecimentos em conhecer seu público e criar promoções e campanhas que tenham a cara dos seus clientes.
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