Boeing 737 Max recebe autorização para retomar voos

Proibição foi imposta após o modelo se envolver em dois acidentes

Luiz Nogueira 18/11/2020 10h35
Boeing 737 Max
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Nesta quarta-feira (18), a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu a proibição imposta anteriormente contra o Boeing 737 Max. As medidas restritivas entraram em vigor após dois acidentes com o modelo vitimarem 346 pessoas.


A ação significa que a FAA está convencida de que, com as alterações de software e treinamento de novos pilotos, o modelo é seguro para voar novamente. Na época da proibição, a Boeing e alguns reguladores federais foram responsabilizados por não terem encontrado os problemas que ocasionaram os acidentes.

Em nota, Stephen Dickson, chefe da FAA, afirmou que está "100% confiante sobre a segurança do modelo". E completa que a empresa fez "o que é humanamente possível para garantir que esses tipos de acidentes não voltem a acontecer".

No entanto, vale lembrar que, apesar da liberação, os voos não devem retornar imediatamente, já que alguns países decidiram fazer inspeções de segurança por conta própria. Mesmo assim, a decisão norte-americana fez com que as ações da empresa valorizassem 7,12% em Wall Street.

Reprodução

Ação demonstra que a FAA está convencida sobre a segurança das aeronaves. Foto: Wirestock Images/Shutterstock

Ao Wall Street Journal, a American Airlines disse que espera retomar o serviço com as aeronaves no fim de dezembro, começando com um voo por dia entre Miami e Nova York, de 29 de dezembro a 4 de janeiro.

Gary Kelly, presidente-executivo da Southwest Airlines, comentou que a empresa deve levar um pouco mais de tempo para retornar com os voos. Atualmente, a companhia possui 34 jatos em sua frota – o maior número dentre todas as empresas norte-americanas – e tem planos de retomar as atividades com o 737 Max em até quatro meses.

Entenda o caso

A decisão de impedir o voo das aeronaves, que foi anunciada em março do ano passado, foi tomada após dois acidentes vitimarem 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia. Ambos os casos ocorreram em um espaço de apenas cinco meses entre eles.

De acordo com o Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara, as tragédias "foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA. A Boeing falhou em seu design e no desenvolvimento do Max, e a FAA falhou na supervisão da Boeing e na certificação da aeronave".

Desde então, a proibição de voo se aplicou. Resultando em aeronaves paradas junto de carros em estacionamentos e a suspensão da produção do modelo, anunciada em dezembro de 2019.

Via: Wall Street Journal 

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