Brasil é excluído de consórcio internacional de pesquisa astronômica

Péssima notícia para a ciência brasileira: o Observatório Europeu do Sul (ESO) cansou de esperar e decidiu excluir pesquisadores brasileiros do grupo de astronomia. Desde 2015 o ESO esperava uma confirmação de um acordo por parte do governo brasileiro, mas como não obteve resposta, decidiu rescindir o contrato.

O Brasil negociava desde 2010 para se tornar o primeiro país não-europeu a participar do grupo de pesquisa astronômica, e chegou a assinar um contrato em 2011. Após anos de espera, o Congresso Nacional aprovou o acordo em maio de 2015, mas desde então ele dependia de sanção presidencial. Depois de anos de espera, o Conselho do ESO decidiu com unanimidade pela exclusão do Brasil e pela suspensão do acordo.

Com a entrada no ESO, pesquisadores brasileiros ganhariam acesso a alguns dos maiores e melhores telescópios do mundo, além de participar da construção e operação do Extremely Large Telescope (ELT), que será o maior do mundo quando entrar em operação no Deserto do Atacama. O governo brasileiro pagaria cerca de R$ 1 bilhão em parcelas até 2021 para fazer parte do ESO, mas até hoje nenhum centavo foi pago.

Apesar dos problemas, o ESO já considerava o Brasil como membro interino do grupo e oferecia algumas vantagens aos astrônomos brasileiros, como a avaliação de projetos de astrônomos brasileiros e facilidades para uso dos instrumentos pertencentes ao grupo de astrônomos.

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